Assim diz o Senhor:

A ti, pois, ó filho do homem, eu te constituí por Atalaia sobre a casa de Israel;
portanto ouve da minha boca a palavra, e da minha parte dá-lhes aviso.

domingo, 2 de junho de 2019

O Cristão e o Compromiso com a igreja local

O Cristão e o Compromisso com a Igreja Local

Introdução

A Igreja é uma instituição divina, portanto, sagrada, tanto na sua expressão universal como na sua expressão local. Na sua expressão universal a Igreja é composta por todos os salvos, em todas as épocas, independente de cor denominacional (Mt 16.18; Hb 12.22,23;...). "Universal assembleia"

A Igreja na sua expressão local é composta por um grupo de salvos organizados numa determinada localidade, seguindo padrão neo-testamentário, com seus pastores e oficiais (Fp 1.1; Tt 1.5; Mt 18.17;...).

À Igreja de Deus tem atribuições para realizar aqui neste mundo, sendo as principais: 
  • Cultuar a Deus (Sl 96.1-10; 95.1-7); 
  • Edificar-se mutuamente (Ef 2.20-22; 4.11-16) 
  • proclamar o Evangelho (Mc 16.15; Mt 28.18-20; Lc 24.47) 
  • e cuidar dos crentes necessitados (Gl 6.10; Hb 12.16; Rm 12.13). Esse é o grandioso ministério da Igreja aqui neste mundo.

Além dessas atribuições é bom lembrar que a Igreja também é uma organização através da qual fluem as atividades mencionadas no parágrafo anterior e que os crentes também tem compromisso com o seu funcionamento adequado. É de responsabilidade dos crentes, membros de uma Igreja local, comprometer-se com essa obra que é de Deus, conforme abaixo:

I – É dever de o crente freqüentar assiduamente as reuniões da Igreja

A Igreja em sua dinâmica estabeleceu uma programação da qual fazem parte as reuniões, os cultos que são as santas convocações do Senhor, e sendo o dever de todos os crentes frequentá-los assiduamente. Na Bíblia encontramos diversos textos que tratam desse assunto: “Alegrei-me quando me disseram: vamos à Casa do Senhor” Sl 122.1. “...Preferiria estar na porta da casa do meu Deus a habitar nas tendas da impiedade” Sl 84.10. “Não abandonando a nossa congregação como é costume de alguns” Hb 10.25. 

Infelizmente, observa-se nas Igrejas esta falta de compromisso do povo de Deus. Existem aqueles crentes seletivos, ou seja, vivem escolhendo tipo de culto para freqüentá-lo. Uns só vêm aos cultos de domingo, à noite. Outros só freqüentam a Escola Dominical. Ainda outros freqüentam um dos cultos do meio da semana. Graças a Deus que existem ainda aqueles que não “perdem” os cultos da Igreja, são assíduos, discípulos de Ana, profetiza, cujo testemunho de assiduidade encontramos em Lucas 2.36,37: “E estava ali a profetiza Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade, e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia”. 

A freqüência assídua do crente às reuniões da Igreja vai promover o seu crescimento espiritual além de glorificar a Deus pelo prestígio que o salvo demonstra para com a Sua presença nas reuniões da Igreja (Mt 18.20)."onde estiver 2 ou 3 Jesus está presente" manifestar-se.


II – É dever de todo o crente contribuir financeiramente para a manutenção da Igreja.

Sabemos que todo e qualquer empreendimento, inclusive, a Igreja precisa de recursos para a sua manutenção. É sabido que a Igreja não recebe subsídio do Estado (federal, estadual ou municipal) para a sua manutenção.

Deus por graça e misericórdia deu recursos aos seus filhos (Jo 3.27; Tg 1.17) para manutenção sua e de sua família e também para a manutenção de Sua obra.
Tratando-se da manutenção da obra do Senhor, através do ministério da Igreja local, o Senhor estipulou dois tipos de contribuição: os dízimos e as ofertas.

1) O dízimo do Senhor – Essa contribuição foi estipulada diretamente por Deus. Deus nos dá 100% (o sustento completo) e ordena que devolvamos a Ele apenas 10% (o dízimo do Senhor) para o sustento do Seu trabalho. Deus prometeu em sua Palavra abençoar abundantemente aos crentes fiéis nessa área. “Trazei todos os dízimos à Casa do tesouro para que haja mantimento em minha casa e depois disso fazei prova de mim se não abrir as portas dos céus e derramar sobre vós uma bênção que vos advenha maior abastança” Ml 3.10.

 Sobre os dízimos é bom consultar os textos que fala sobre o dizimo antes, durante e depois da Lei mosaica: Gn 14.18-20; 28.18-22; Hb 7.4-10; Mt 23.23.

2) As ofertas – Deus determinou também que os crentes ofertassem, de acordo com as suas posses, para a manutenção de Sua obra. 

Podemos classificar as ofertas em ofertas voluntárias e ofertas alçadas.
 As ofertas voluntárias são aquelas ofertas que são dadas pelo crente à Igreja de acordo com a sua prosperidade.
 Essa oferta é dada espontaneamente sem ser uma resposta a algum apelo que se faça na Igreja.
 As ofertas alçadas são aquelas que são solicitadas aos membros da Igreja para atender a alguma necessidade definida: construção, aquisição de algum bem, etc. Quanto às ofertas, leia os textos:
 Ofertas Voluntárias – 1 Cr 29.3-18; At 4.34-37; 1 Co 16.1-4; 2 Co 8.1-4; 
Ofertas Alçadas – Ex 25.1-7; 2 Cr 24.1-14

ambos os casos (dízimos e ofertas), as contribuições devem ser entregues ao Senhor com um profundo sentimento de gratidão e amor a Casa do Senhor, pois Deus ama ao que dá com alegria (2 Co 9.7).

Uma das provas de conversão genuína a Cristo é justamente “o abrir o bolso” para atender as necessidades da Igreja.
 Veja o exemplo de Zaqueu quando teve a experiência de conversão a Cristo (Lc 19.1-10, leia especialmente o versículo 8).

Infelizmente, existem muitos crentes avarentos que não entregam a Deus o que é de Deus, e quando o entregam, entregam mutilado, como fez Ananias (At 5.1-11).
 A Bíblia diz que a avareza é pecado e é igual ao pecado de idolatria, que Deus abomina (Ef 5.5; 1 Co 5.10; 6.10; Lc 12.15; Hb 13.5).
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III – É dever de todo o crente engajar-se nos trabalhos da Igreja


Foi dito na introdução desta lição que Deus deixou com a Igreja a responsabilidade de servi-Lo. Esse serviço engloba as áreas da adoração a Deus (o culto), da edificação espiritual dos salvos, da proclamação do Evangelho aos perdidos e da assistência aos santos necessitados. 

Essa obra é uma obra gigantesca e necessita para executá-la do engajamento ou comprometimento de todos aqueles que professam a Cristo. É bom esclarecer que essa obra é uma obra que deve ser realizada pela Igreja local, transferindo-se assim para os seus membros esse dever, ou essa obrigação.

Assim sendo, não dá para entender aqueles crentes “assistentes” que participam de algum culto na Igreja, principalmente aos domingos, à noite, e não se engajam ou não se comprometem com a obra geral da Igreja. Esses amados do Senhor “assistem de camarote” os outros a levarem a carga e não ajudam e, se ajudam, faz só um pouquinho. Ainda existem aqueles que dificultam com as suas criticas o trabalho daqueles que estão fazendo a obra do Senhor. Misericórdia!

Amados, fomos chamados por Deus para servi-Lo. A Bíblia nos identifica como servos de Deus (Rm 6.18,22). O serviço a Deus deve ser uma expressão de amor, gratidão e obediência do crente para com Ele e não deve ser feito de qualquer maneira. O salmista disse que devemos servir ao Senhor com alegria (Sl 100.2).
 Paulo disse que devemos servir a Deus com fervor (Rm 12.11) e que esse serviço deve ser feito com firmeza, constância e abundância (1 Co 15.58).

Não existe nada melhor neste mundo do que a obra do Senhor, e nenhum crente verdadeiro pode ficar alheio ao seu desenvolvimento. Isto deve ser prioridade na sua vida, é a razão de ser de sua existência neste mundo. Veja Mateus 6.33; Fp 3.17-19.

IV – É dever de todo o crente obedecer às autoridades constituídas dentro da Igreja.

Deus pela soberana e livre vontade estabeleceu na Igreja ministérios para o funcionamento ordeiro da mesma. De acordo com as Sagradas Escrituras identificamos os ofícios de Pastor, Presbítero e Diácono, cada um com uma área delimitada de ação e com um perfil estabelecido pelo Senhor.

Ao Pastor Deus deu a liderança maior dentro da Igreja local. É dele a responsabilidade de presidir ou dirigir a obra do Senhor através da Igreja que está sob a sua responsabilidade. Ele é o anjo da Igreja responsável por ela diante de Deus (Ap 2.1,8,12,18...). O pastor é uma dádiva à Igreja (Jr 3.15; Ef 4.11).

Os Presbíteros foram estabelecidos por Deus na Igreja local para auxiliar o Pastor no pastoreio das ovelhas do Senhor (At 20.28; 1 Pe 5.1-3), sob a liderança do Pastor da Igreja.

Os Diáconos foram também estabelecidos por Deus para cuidar das temporalidades da Igreja, mui especialmente da beneficência (assistência aos santos necessitados) (At 6.1-3).

Essas lideranças estabelecidas por Deus têm autoridade na sua área de competência dentro da Casa do Senhor. Devem ser honrados e respeitados, e assistidos mui especialmente o Pastor ou Pastores pelo trabalho que executam (Hb 13.17; 1 Tm 5.17,18; 1 Ts 5.12,13).

Infelizmente, tem se observado no meio do povo de Deus muitos crentes que não têm temor de Deus no coração e não respeitam o Pastor nem os outros Oficiais, falam mal deles e não se submetem à sua orientação e outros desprezam os obreiros do Senhor, criticando-os; parecem-se com Coré, Datã e Abirão que não se submeteram as orientações de Moisés, servo de Deus (Nm 16.1-50) ou com Alexandre, o latoeiro, que resistiu fortemente ao apóstolo Paulo, causando-lhe muita dificuldade no exercício do seu ministério (2 Tm 4.14,15).

Conclusão

Vimos neste artigo quatro áreas relacionadas ao compromisso do cristão com a Igreja do Senhor, na sua expressão local. Existem outros compromissos do cristão, que não foram tratados aqui, envolvendo a Igreja. Esses mencionados já trazem para nós como membros de uma igreja, uma grande responsabilidade diante de Deus e da Igreja a que pertencemos.

Somente com a graça de Deus, pois em tudo dependemos d’Ele (Jo 15.5) é que podemos cumprir os nossos compromissos. Deus nos deu as condições necessárias para que cumpramos as nossas responsabilidades: a oração (Ef 6.18; 1 Ts 5.17), o poder do Espírito Santo (Lc 24.49; At 1.8), a eficácia do sangue de Jesus (I Jo 1.7,9) e o poder da Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17; Hb 4.12).

Assim sendo, consagremos a nossa vida ao Senhor e à sua obra. Exercitemo-nos espiritualmente, freqüentemos regularmente os cultos da Igreja, sejamos em tudo fiéis ao Senhor e seremos reconhecidos por Deus, pela Igreja e pelo povo em geral como crentes cumpridores de seus compromissos para a glória de Deus.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
http://www.3iec.com.br/index.php/artigos-iii-iec-jpa/326-o-cristao-e-o-compromisso-com-a-igreja-local.html

sábado, 1 de junho de 2019

Salvação

A salvação e a perdição está as portas
Decida hoje! Jesus pode voltar hoje, ou em pessoa nos céus com grande glória ou só pra você na morte.
Quando a morte chega Jesus já voltou pra voce.
Não tem segunda chance
Busque sua salvação enquanto é tempo.
Pr. Isael

sábado, 25 de maio de 2019

Frase do dia

Meu ministério principal é nas ruas, meu púlpito é o latão de lixo. Meu altar é entre os mendigos e meu chamado é entre os perdidos. Não acredito em santidade que me isola dos relacionamentos diários, porque isolamento não produz santos, e sim, alienados. Não me venha com essa unção que faz e acontece no culto, mas que não é ativa no dia-dia, isso é címbalo que retine.
Você que reclama por falta de oportunidade na igreja,saiba que todos os dias ao acordar,você se depara com um extenso campo missionário.
Pr. Luis Hermínio

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Porque ele fez isto?


Cansado de ver seus sermões caírem no vazio, um pastor resolveu dar uma lição inesquecível aos seus ouvintes.

Num dos cultos semanais mais concorridos, ele subiu ao púlpito com seu aparelho de barbear, bacia, água, espuma, caneca, espelho e toalha. Nem sequer cumprimentou a igreja e, tranqüilamente, colocou água na bacia, testou a temperatura, ajeitou o espelho, pegou uma caneca, fez espuma, passou na cara, e começou a se barbear.

Gastou vários minutos nisso, que pareceram uma eternidade para os presentes.

Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar o “moral da história”, ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas.

Aquela semana foi atípica. O povo comentou o fato todos os dias, tentado advinhar o significado de tudo aquilo: “-Que mensagem ele quer nos passar?”, “-Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?”

Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes:
– Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhum “moral da história”.

– No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.
Deuteronômio 6.6-9

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