Assim diz o Senhor:

A ti, pois, ó filho do homem, eu te constituí por Atalaia sobre a casa de Israel;
portanto ouve da minha boca a palavra, e da minha parte dá-lhes aviso.
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quinta-feira, 25 de abril de 2019

TEOLOGIA PASTORAL 10

teologia pastoral

 

10 - EXEMPLOS DE LIDERANÇA NO NOVO TESTAMENTO

Os sete varões escolhidos para servirem na igreja primitiva, (At 6.3):
- Boa reputação: “Boa reputação” refere-se a homens sobre quem se podia testificar favoravelmente, cujas vidas eram observadas pelos demais.
- Cheios do Espírito Santo: “Cheios do Espírito Santo, de sabedoria e de fé”. Isso não significa que eram perfeitos, mas sim que eles manifestavam essas qualidades como hábitos de vida.

CONSELHO DE PAULO SOBRE LIDERANÇA:

Paulo reconhecia a importância do exemplo dado por um líder. “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco” (Fp 4.9).
- Paulo, quando falou aos bispos da igreja de Éfeso (At 20.17) lembrou-lhes o seu contínuo exemplo de liderança. Ele queria que eles seguissem seus passos, e que agissem e vivessem conforme ele sempre fizera entre eles. Esse é o segredo de uma boa liderança – inspirar os outros a seguirem o nosso exemplo.
- Paulo a Timóteo: “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros” (2 Tm 2.2). Paulo usou o mesmo método de Jesus (Mc 3.14), “E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar”. Cristo deu a seus discípulos um exemplo para seguirem.
B- COMUNICAÇÃO: A segunda questão é a Comunicação.

AS PESSOAS PRECISAM ENTENDER O QUE VOCÊ ESTÁ DIZENDO.

Deus é o Primeiro Grande Comunicador:
- Deus sempre disse a verdade, Ele nunca mentiu.
- Deus falava com autoridade por causa de quem Ele é.
- Deus lançou mão de vários métodos para comunicar-se com os homens.
- Deus disse aos homens, de forma detalhada o seu desejo.
- Deus revelou aos homens quais resultados devem ser esperados.
- Deus falou com amor e compaixão.
- Deus disse aos homens porque Ele quer que façam o que Ele ordenou. Isso tem por alvo o bem humano e a glória dele. Sendo Deus o maior comunicador, seria sábio então da parte dos líderes espirituais se analisassem a maneira como Deus se comunica com o homem.

OS PRINCÍPIOS DE COMUNICAÇÃO ENTRE O INDIVÍDUO E O GRUPO, SÃO:

- Estabelecer a importância de cada membro, no grupo com o qual você deseja comunicar-se.
- Não refletir atitude de superioridade sobre o grupo. Identificar-se com o grupo, no assentar-se, no falar, no vestir e na maneira que o saúda.
- Manter contato ocular com cada membro do grupo sempre que possível.
- Usar pronomes plurais “nós” e “nosso” em lugar de “eu” e “meu”
- Fazer perguntas aos membros do grupo, indicando que você precisa de sua ajuda
- Dar aos membros do grupo a liberdade de exprimirem idéias e opiniões diferentes.
- Aprender a admitir seus erros na presença dos seus liderados pedindo desculpas sinceras.
- Nunca culpar as pessoas pelo fracasso dos teus projetos. Aceite a própria culpa, pois afinal, você é líder
C- Habilidade: A terceira questão é a habilidade.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

teologia pastoral 7 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

teologia pastoral

7 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

5º) PERIGOS NO CAMINHO DE UM MINISTRO DE DEUS:

Não são poucos os perigos no caminho de um ministro de Deus. Em virtude da elevada posição e da importância de seu trabalho, constantemente ele esta sendo assediado pelo inimigo e seus agentes. Os escândalos tem trazido muitos prejuízos a obra de Deus, tanto para os que estão dento da igreja como os que estão fora, por isso a recomendação bíblica é muito bem vinda, 1Tm 4.16ª.
1- A ACOMODAÇÃO: 1Tm 4.14: Obreiro acomodados, sem criatividade, com a mesma mensagem de sempre, sem crescimento e apáticos, necessitam ser tocados pela palavra de Deus. O Apóstolo Paulo prefigurou o obreiro como soldado e atleta, 2Tm 2. 3-5; 1Co 9. 25-27, tanto um como o outro se destacam pela constante atividade, iniciativas, espírito de conquista e perseverança na perseguição de um alvo. O remédio para este mal esta em 1Tm 4.6-16.
2- O PROFISSIONALISMO: É profissionalismo quando o individuo faz o que faz constrangido pelo fato de ser pago. Se você pensar que é pago para fazer a obra de Deus, está redondamente enganado e não conhece o valor da tua vocação. O trabalho que você faz para Deus em conseqüência do dom recebido, não tem dinheiro que pague só o Senhor sabe o valor para te recompensar. Agora, tem aquele que fazem sem nenhum sentimento, sem coração, sem alma, eles não têm prazer no que fazem, não vibram com o que fazem. E ainda tem aquele que fazem exclusivamente por dinheiro, se a oferta não for boa eles não pregam, não cantam, eles fizeram do ministério um negócio.
3- AS TENTAÇÕES: são muitas as tentações a que está exposto um ministro de Deus. Alguns pensam do ministro como um super herói, essa mensagem é falsa, é um homem que pode sofrer as mesmas coisas que outras pessoas, está mais exposto ainda pela influencia de sua autoridade, portanto é necessário vigiar sem cessar, por que o inimigo não dorme. Lembremo-nos de Davi que matou um leão, um urso, um gigante, venceu um rei endemoninhado, mas caiu diante de uma mulher. O leão morreu, o urso morreu, o gigante morreu, o rei morreu, mas, o espírito de demônio não morreu e não morre, vigia.
A- O SEXO OPOSTO: As causas deste tipo de tentação são:
- Descuidar na autodisciplina.
- Mau relacionamento com a esposa.
- Deixar-se envolver em conversas de longo tempo com confidencias a sós.
- Permitir estabelecer pensamentos impuros a respeito.
- Qual o remédio: foge, 1Co 6.18-20; 2Tm 2.22, e cuida para não deixar a capa.
B- O DINHEIRO: Causas desse tipo de tentação:
- Sentir inveja dos que fora ou dento do ministério prosperam.
- Pensar em voltar a alguma atividade “lucrativa” sem importar com as conseqüências.
- Achar que por ser pastor não precisa contribuir, torna-se usuário da igreja.
- Discriminar os ricos da igreja se for pobre, e vice versa.
- Administrar mal os recursos da igreja pensando que pode dispor deles como quer
- O remédio está no Salmo 73.
C- A FAMA: A inveja de ministérios famosos e o desejo pela fama têm feito que alguns obreiros adotem critérios nada éticos para conseguir os seus objetivos. Tem feito também que alguns ministros se apoderem do púlpito de suas igrejas onde ninguém tem mais nenhuma oportunidade de fazer coisa alguma, eles se consagram como o único ministro capaz de exercer a autoridade naquele espaço. Esse tipo de comportamento quando se expande ele cria o que se chama de clericalismo, isto é, um grupo que se separa da igreja ao qual a igreja não tem acesso. Cria-se também um sacerdotalismo, isto é, onde o ministério é visto como uma aquisição por herança. Estes males têm sido visto no Brasil em algumas denominações onde o sistema é centralizado em uma única pessoa, que não é Cristo obviamente, e não há delegação de poderes, por que o objetivo é a divulgação de um nome, o do chefe. Qual o remédio para isto? A resposta é seguir o exemplo da igreja primitiva e o ensino da palavra de Deus, que não há individualismo, mas cooperação, como membros de um corpo, 1Co 12.12-31, há admiração e respeito e nunca inveja, e só há uma pessoa que merece a honra e a glória.
6º) A ÉTICA MINISTRIAL: A ética ministerial do ponto de vista da teologia pastoral aborda algumas questões relativas a apresentação pessoal do ministro, tratamento com os companheiros de ministério e sua apresentação em reuniões sociais e públicas.
1- SUA APRESENTAÇAO PESSOAL: Nesta área há duas abordagens. A primeira tem a ver com a indumentária do ministro. O traje tem que ser adequado, no Antigo Testamento os sacerdotes tinham roupas especiais para ministrar, Lv 8. 7-13. A segunda tem a ver com a expressão do ministro, 1Tm 4.12. A tonalidade da voz, vocabulário, tipo de conversação, gestos e cumprimento dos compromissos. Não pode haver no ministro nenhuma coisa que o desabone,
2- TRATAMENTO COM OS COMPANHEIROS: A ética exige de cada um de nós um tratamento digno e honroso de uns para com os outros. Temos consciência que pertencemos a um grupo de pessoas vocacionadas por Deus para o trabalho. Esse grupo de pessoas é atacado por muitos dardos esternos, se faz necessário que haja ajuda mutua proteção, que um seja para o outro como um escudo. Quando não atuamos dessa forma, fragilizamos o grupo, quando denegrimos um membro, afetamos o todo. Quando temos consciência dessa ética lutamos pelo aprimoramento e bem estar do corpo a que pertencemos. Não aceitamos que alguém se corrompa e também não matamos quem está ferido. Somos os levitas que protegem o tabernaculo de Deus.
3- APRESENTAÇÕES PÚBLICAS: O ministro é uma pessoa pública e para tanto deve conhecer algumas coisas de etiqueta como elementos básicos:
- As formas no cumprimento.
- As formas de apresentação.
- A arte de conversar.
- Evitar viços e cacoetes.
- Cuidado com os trocadilhos.
- O bom procedimento a mesa

teologia pastoral 6 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

teologia pastoral

6 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

1- FIDELIDADE: lealdade, firmeza, exatidão, (1ª CO 4.1,2; HB 3.5; NU 12.7; MT 24.45-47). Fiel, que cumpre aquilo a que se obriga.
Fidelidade é a virtude nomeada pelo Senhor para aprovar um servo, (MT. 25.23).
A- Fidelidade na administração das coisas espirituais:
- Na apresentação da palavra de Deus, (1 PD 4.11 ).
- Imparcialidade na apresentação da doutrina, (TI. 2.1).
- No esforço de produzir para o reino de Deus, ( MT. 25.26,27).
B- Fidelidade na administração financeira, ( 2 RS 22.5-7; DN 6.4,5).
C- Fidelidade nos negócios particulares, ( 1 Tm 3.7), bom testemunho dos que estão de fora; bom ministro de Cristo, ( 1 TM 4.6 ), exemplo de conduta, ( 1 TM 4.12).
2- OBEDIÊNCIA, ( 1 SM 15.22; HB 5.8; 11.8 ). Vale mais do que sacrifício. Obediência é corresponder exatamente com a vontade do Senhor naquilo que se deve fazer, quando ordenado pelo Senhor através de um ministro superior. Nós nem sempre estamos dispostos a fazer a vontade de Deus, somos como os da parábola dos dois filhos, ( MT 21.28-31) apresentamos uma obediência condicional.
3- PRUDÊNCIA, virtude que leva o homem a conhecer e a praticar o que lhe convém, tino, moderação, ( JS 1.7-9; PV 14.15; OS 14.9; EF 5.15). Qualidade de quem age com cautela, com sensatez. Davi se conduzia prudentemente diante da situação de ameaças que ele vivia com Saul. O perigo é uma situação na qual nós aprendemos a prudência, pois aquilo que coloca nossas vidas em dificuldades nos leva a ser mais cautelosos.
4- EFICIÊNCIA, ação, força, virtude de produzir um efeito, eficaz, que produz efeitos, ( RM 12.11; AT 20.18-21, 26,27). Capacidade de produzir efeitos positivos, tanto na obra de Deus, como na vida das pessoas. Senão houver eficiência em nosso trabalho, as pessoas não vão acreditar em nós. Quando somos eficientes, nós mesmos acreditamos mais em nós mesmos, e isso é de fundamental importância, de que eu acredite em mim mesmo. É a maneira mais fácil de eu saber que estou sendo aprovado.
5- DILIGÊNCIA, ( PV 10.4; 12.24,27; 22.29; LC 15.8 ). Cuidado intenso, presteza, providência. Essa palavra tem três sentidos em caráter progressivo. O cuidado intenso tem a ver coma minha vida, que é a base moral do ministério cristão, a presteza, tem a ver com a disposição para realizar o trabalho, a prontidão, e a providência, tem a ver com os recursos, com a preparação dos recursos para se fazer as coisas. Uma pessoa diligente, não será apanhada de surpresa quando for solicitada para executar alguma coisa.
6- VIGILÂNCIA, vigiar, estar atento, observar atentamente, ( MC 13.33-37: LC 12.37; 1 PD 5.8). Estar atento, cuidadoso, precavido, ficar de sentinela. Essa virtude se relaciona com a atividade de não se permitir ser surpreendido pelo maligno, pois estamos numa batalha espiritual.
7- INTEGRIDADE, íntegro, completo, perfeito, reto, ( 1 TS 2.10,11; 1 TM 3.2; TT 1.7). Honesto, inteiro em seu caráter. Estas qualidades para a vida de um ministro são indispensáveis, por que seu ministério se baseia na sua qualidade moral. A base da atividade pública de um homem é a sua moral.
8- HONESTIDADE, ( RM 13.13; 1 PD 2.12). Digno, honrado, integro, decente, puro, virtuoso, conveniente, decoroso, agradável, conforme a honra. Essas virtudes compõem o caráter de um ministro de Cristo, que são por sua vez, os valores que determinam o seu comportamento. Só poderá haver um bom testemunho se houver tais virtudes.
9- MODERAÇÃO, ( 2 TM 1.7). Virtude que leva a evitar excessos. Moderação é o equilíbrio que te mantém na medida para não ser demais. Por falta desta virtude, alguns não conseguem se manter no posto a que são destinados. Este foi o pecado de Saul, que foi além do que lhe era destinado a fazer. Também foi o pecado de Sansão que ia além do permitido, até que perdeu o poder que possuía. Alguns exageram no poder que tem, vão além, e alguns há que exageram no sentido contrário, abdicam do poder que tem, em detrimento de si mesmos e da obra de Deus.
10- GOVERNO, ( 1 TM 3.4,5, 7). Capacidade de condução, tanto de si próprio, de sua casa, como também da Igreja de Deus. Governo é um Dom espiritual, ( 1ª CO 12.28) esse é o Dom que os lideres tem que Ter, ( RM 12.8) para presidir a obra de Deus. O termo grego traduzido para governo é Kubernesis, literalmente significa administração, direção, por um piloto, administração pastoral. O sentido dessa palavra é pilotar. Refere-se aquele que dirige um navio por meio do molinete. A figura de um piloto que pilota uma nave, e sua responsabilidade com tudo o que transporta, representa com inteireza as responsabilidades de um líder na obra de Deus.
11- CAPACIDADE, ( 1 TM 3.2; 4.15,16). Apto para ensinar. Aptidão, capacidade nata ou adquirida, capacidade, habilidade, idoneidade. A aptidão não está vinculada à questão moral somente, existem pessoas moralmente corretas, que não são capazes de desempenhar nenhuma atividade quanto à instrução de alguém, é necessário também que haja instrução, aperfeiçoamento, habilitação, conhecimento e sabedoria. Obviamente que a questão moral é indispensável, pois isso dará crédito ao ensino e a pregação, mas a capacidade de interpretação e a capacidade de transmissão desse conhecimento definem a palavra capacidade. Todas as empresas do mundo moderno investem na capacitação de seus funcionários, para a aquisição do melhor produto, a Igreja, não pode ficar para trás.

4º) DEFINIDO AS PRIORIDADES:

Uma das armas mais eficazes que satanás tem usado contra a igreja de Cristo é desviar os ministros de suas reais prioridades, envolvendo-os em coisas secundarias, ou invertendo a ordem das prioridades. Há pelo menos duas áreas de prioridades que precisam ser bem definidas, as pessoais e as ministeriais.
1-PRIORIDADES
Esta área tem pelo menos três coisas a serem consideradas, a vida com Deus, com a esposa e com a família.
A- O MINISTRO E SUA VIDA COM DEUS: A primeira tentativa de desviar os Apóstolos de sua real prioridade aconteceu na igreja primitiva, At 6.1-7, a necessidade era justa, mas outras pessoas podiam fazer aquele trabalho. Ao responder que eles ficariam na consagração e no ministério da palavra, eles focalizaram as duas áreas primordiais, a pessoal e a ministerial. Fazendo isto eles seguiram o exemplo da Jesus que tirava tempo para o pai e depois para o ministério, Mc 1.35; 6. 46,47; Lc 5.15,16; 6.12; 9. 28,29; Mt 14.23.
B- O MINISTRO E SUA VIDA COM A ESPOSA: A esposa é a pessoa que compartilha todas as coisas com o esposo o ministro de Deus, ela conhece suas alegrias, tristezas, intenções, projetos, e suas necessidades. Paulo escreve em efésios que o marido deve amar sua esposa, 5.29-31. Na verdade os maiores desastres acontecem pelo fato de alguns há que tenham um amor platônico, nada pratico, não tiram tempo para a esposa, e quando se dão conta as coisas já passaram dos limites.
C- O MINISTRO E SUA VIDA FAMILIAR: A terceira prioridade do ministro é sua vida familiar, que envolve esposa e filhos. O Apóstolo Paulo diz que o bispo deve governar bem sua casa, criando os filhos sob disciplina, 1Tm 3.4. É indispensável que o pastor não se esqueça de seus deveres para com sua família: Para com a sua esposa: respeitá-la 1Pd 3.7; amá-la, Ef 5.25; Cl 3.19; ser-lhe fiel He 13.4; Ml 2.14,15. Para com os filhos: Amá-los Tt 2.4; levá-los a Cristo Mt 18.1-14; ensiná-los Dt 4.9; Pv 22.6; não provocá-los, Ef 6.4; Cl 3.21; prover para eles 2Co 12.14; 1Tm 5.8; corrigi-los Pv 13.24; 19.18; Hb 12.7.
2- PRIORIDADES DO MINISTÉRIO:
Dentre as prioridades do ministério, a primordial para o ministro é aquela que a palavra de Deus determina a ministração da palavra para aperfeiçoar os santos, Ef 4. 11-16. A situação é tão grave em algumas igrejas, que o pastor é tido como conselheiro, administrador, assistente social, capataz etc. ele não é conhecido como o homem da palavra, o que é lamentável, pois não há para o ministro uma designação mais honrosa do que esta, a de ser o ministro da palavra de Deus. Quero que você entenda, não estou dizendo que o ministro não pode fazer outras coisas, inclusive, as que citei, mas estou me referindo a prioridades. Com o ministério da palavra o ministro faz com que outras pessoas desempenhem seus ministérios auxiliares, há inúmeros dons, 1Co 12.1-11; Rm 12. 4-8, que as pessoas necessitam de capacitação para exercê-los e fazer conforme a palavra de Deus, 1Pd 4.10,11. Quando o ministro exerce a prioridade de seu ministério, a palavra, ele aperfeiçoa santos que por sua vez exercem dons que edificam a igreja. Ela cresce saudável e solida.

segunda-feira, 11 de março de 2019

teologia pastoral 5

teologia pastoral

5 - NOMENCLATURAS DADAS AO MINISTRO:

Em virtude da amplitude do ministério e sua importância no Novo Testamento, muitas designações são dadas aos ministros. Essas designações também nos proporcionam conhecer a extensão da atividade ministerial.

A- ANJO DA IGREJA: Ap 1.20; 2.1, o pastor da igreja é chamada de anjo da igreja. Considerando que a palavra anjo no grego significa mensageiro, entende-se que o pastor da igreja é o mensageiro de Deus pelo Espírito Santo para transmitir a mensagem de Deus que edifica conforta e dirige a igreja.

B- DEFENSOR DA FÉ: FL 1.7,16, 17, o ministro não é um mercenário ou explorador da fé nem tampouco um covarde, mas um defensor do evangelho. Pregando, e ensinando com o seu viver exemplar, do púlpito ele defende o evangelho dos ataques dos inimigos de Deus e da sã doutrina.

C- DESPENSEIRO: 1Co 4.1, o despenseiro é o encarregado da despensa. É o mesmo que um almoxarife, aquele que cuida dos bens ou valores de alguém. No Novo Testamento, o ministro é designado como: Primeiro: despenseiro dos mistérios de Deus, 1Co 4.1 através da pregação e do ensino ele abre as portas dos mistérios da palavra aos homens. Segundo: despenseiro da casa de Deus, Tt 1.7, o ministro deve distribuir no devido tempo o sustento aqueles a quem Deus lhe confiou, Lc 12.42-48; Mt 24.45-51 é um grande privilegio, mas também uma grande responsabilidade. Terceiro: despenseiro da graça de Deus, 1Pd 4.10, a graça de Deus se manifestou, e traz com ele muitas coisas boas para a vida do homem, e ministro é o porta voz de Deus para estas realizações, e é despenseiro da graça não da lei.

D- EMBAIXADOR: 2Co 5.20, embaixador é um cargo de elevadíssima responsabilidade, e que exige grande preparo, pois é um representante de um governo ou de um rei em outro país. É necessário que o embaixador conheça bem aquele a quem ele representa, e também suas intenções de governo. Pois ao embaixador lhe resta uma única coisa, fazer a vontade daquele a quem ele representa. Você como ministro é representante do Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo.

E- ESTRELA: Ap 1.20, estrelas na mão do Senhor, e as igrejas são consideradas castiçais, enquanto o pastor bilhar na igreja por estar na mão do Senhor, a igreja será sem duvida um castiçal, a luz do mundo.
F- COOPERADOR: 1. Co 3.9, cooperador é aquele que trabalha ao lado do operador. Deus é o operador, ele opera a salvação, os milagres, o crescimento, Jo 1.3-5, 12,13; 3.5; At 3.16; 1Co 3.7. e sem ele se faz. O ministro é chamado e colocado ao lado do Senhor para ser o instrumento que ele usa no devido tempo.

G- HOMEM DE DEUS: 1Tm 6.11, este titulo fala mais do testemunho pessoal do ministro. Ele deve ser reconhecido na comunidade onde serve como um homem de Deus. Na antiga aliança muitos alcançaram essa nomenclatura. Moisés (JS 14:6); Davi (2 CR 8:14); Samuel (1 SM 9:6); Elias ( 1 Reis 17:24); Eliseu (2 Reis 4:8); Mais três homens são citados sem seus nomes: 1 SM 2:27; 2 CR 25:7; 1 Reis 13:1. Nós.

H- MINISTRO: 1Co 4.1, “DIAKONOS” Este termo representa todo o tipo de serviço secular e religioso, (LC. 12.37; 17.8; JO 12.2) estes textos se referem à atividade de servir as mesas. Em Atos 6.1-6, os sete nomes referidos pelos irmãos para o serviço de servir as mesas, eles não foram separados para o diaconato, porém, o serviço era de diácono.

- Os Apóstolos eram “DIAKONOI ” MINISTROS, (1ª CO 3.5; 1ª TM 1.12).
- A atividade dos Magistrados civis se definia com esse termo, (RM. 13.4).
- O trabalho dos anjos é definido com esse termo, (HB. 1.14).
- Jesus é tido como ministro, diácono, servo, (RM. 15.8; LC 22.27).
- Em suma, isto se refere ao fato de que, o ministro trabalha em todos os serviços que sejam necessários na obra de Deus.

ESSE TERMO TAMBEM SE USA PARA IDENTIFICAR:

- O trabalho cristão de forma geral, como o discipulado, (JO. 12.26).
- Todo o tipo de ministração de ordem espiritual, ( AT. 21.19; 1. CO 16.15; EF 4.12; CL 4.17; 1ª TM 1.12).
- A pregação e o ensino cristão, ( AT 6.4).
- Os dons espirituais são meios pelos quais se manifestam os ministérios cristãos, (RM. 12.7; 1ª CO 12.5).
- O beneficio aos necessitados, (AT. 6.1).
- A contribuição aos pobres, (2ª CO 8.4).
- Os serviços pessoais, (EF. 6.21)
- Finalmente o oficio dos diáconos, (FL. 1.1; 1ª TM 3.8-10).
I- SERVO: Os apóstolos se denominavam servos de Deus e de Cristo, Rm1. 1; Fl 1.1; Tt 1.1; Paulo nos seus escritos deixa transparecer que este era o titulo que mais o honrava. O ministro tem prazer em servir ao seu Senhor, tal como um servo da orelha furada, Êx 21.5,6; Sl 40. 6-8. Começamos no nosso texto como anjos e chagamos a servos. Na verdade os anjos são servos de Deus em outra dimensão, porem a nós é dado uma tarefa que os anjos não são capazes de fazer, anunciar a salvação.
3º) AS QUALIDADES INDISPENSÁVEIS DE UM MINISTRO: Os termos que Deus utiliza para se referir a essa função são humildes: Servo, trabalhador, obreiro, empregado, lavrador, pescador, pastor de ovelhas, mordomo, despenseiro etc. Deus escolheu estes termos humildes para identificar o trabalho mais importante do mundo. Assim como o trabalho é o mais importante, os homens que o fazem também devem ter as qualidades mais importantes em seu caráter. O sucesso de um profissional ate certo ponto independe das qualidades de seu caráter. O arquiteto, o medico, o dentista dificilmente seu caráter vai definir seu êxito ou não.
Porem não é assim com o ministro de Deus. O êxito no ministério esta ligado diretamente a sua moral e santidade, a qualidade de vida em termos morais. O ministro lidera pessoas e é necessário que as pessoas confiem nele inteiramente. Os escândalos provocados no reino de Deus criaram uma crise de credibilidade onde todos são postos em cheque. Por ser necessárias, santidade, transparência, piedade, sinceridade e veracidade, a Bíblia apresenta qualificações espirituais essenciais ao ministro.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Teologia pastoral 3

teologia pastoral

3 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

- Nos registros de Mateus e Lucas não podemos perceber os requisitos, porque foi uma escolha de Jesus depois de uma noite de oração, por certo o Espírito Santo deu a Ele a orientação dos nomes que deveriam ser escolhidos, como fez mais tarde com a igreja primitiva. Mas em Atos 1.15-26 nós começamos a ter revelados os requisitos para o apostolado.
- Por causa da traição de Judas, foi considerado necessário pelos apóstolos colocar outro para ocupar aquele ministério
- De Judas foi dito que ele teve sorte naquele ministério (v.17), sorte aqui é equivalente a privilégio, e Judas desprezou este privilégio recebendo a punição que lhe coube (v.18). Agora é necessário outro(v.21). Porque também estava profetizado que alguém ocuparia o seu lugar (v.20; Sl 109.8).
- Outro que ocuparia esse ministério tinha que: Ter tido convivência com Jesus e os apóstolos desde o batismo de João até o dia em que Jesus foi elevado ao céu.
- Tinha que ser testemunha da ressurreição do Senhor Jesus Cristo (v.21,22).
- Foram apresentados dois homens, José e Matias, todos os dois preenchiam os requisitos, mas só um fora escolhido, no caso Matias, que a sorte caiu sobre ele depois de terem orado ao Senhor (v.26). O fato de escolherem um só para completar o número dos doze deixa transparecer a ideia de que aquele apostolado primitivo (como fora os doze) fechou-se em si, sendo intransferível.
- Na verdade não encontramos uma sucessão apostólica, inclusive no livro de Apocalipse 21.14 encontraremos os nomes dos doze apóstolos nos fundamentos da nova Jerusalém, comprovando que o número doze encerrava em si um propósito.
- Depois temos o caso de Paulo, que ele mesmo chamou de abortivo (1CO 15.8), dando a entender que era uma coisa fora do tempo.
- O número doze dos apóstolos, também deixa transparecer a ideia de judeus, e que para evangelizar os gentios, Deus teve que se valer de Paulo, um apóstolo fora dos doze (AT 9.15; 13.2-4 46,47; GL 2.7,8; 2 TM 1.11).
B – PROFETAS:
No hebraico Nabhi= Profeta; no grego Prophetes= Aquele que fala antecipadamente e em lugar de outro. O ministério profético, tanto do Antigo como do Novo Testamento, foi modulado na pessoa e no ministério de Moisés, ( DT 18.15-19; 34.10).

- PROFETAS NO NOVO TESTAMENTO

Em Lucas 16:16 Jesus disse que “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o Reino de Deus...”
Isto não significa que o ofício profético como ministério não tenha continuidade, mas que, aquele que anunciava a vinda do Messias, teve seu cumprimento com o ministério de João Batista, e agora o Reino de Deus é anunciado. João foi chamado e comissionado a dizer ao povo que aquele que os profetas anunciaram chegou (MT 3:2-11; JO 1:29). João foi o homem que Deus utilizou para intermediar a vinda do Messias com o anuncio da vinda do Reino de Deus, como também foi o primeiro profeta do Novo Testamento. Jesus não só o chamou de profeta, mas muito mais do que profeta (MT 1:9), isto por causa do ministério de João Batista, que era preparar o caminho do Senhor, a vinda do Messias (LC 1:76-80).

- QUAL A DIFERENÇA ENTRE DOM DE PROFECIA (Dom Espiritual) DOM MINISTERIAL (Ministério Profético).

A diferença entre essas duas coisas é muito grande. É tal como, um adolescente de 15 anos, entregar uma mensagem profética na igreja, e um Pastor de setenta anos de idade, com 40 anos de ministério entregar uma mensagem de ensino bíblico para a igreja. Todas as duas coisas são de Deus, mas cada um é usado de acordo com a sua capacidade.
O adolescente que profetiza pode ser chamado de profeta ou que profetiza pelo Dom de profecia, mas nunca de ministro. Profetizar pelo Dom espiritual (Dom de profecia) a pessoa pode profetizar na hora da conversão se receber o batismo com o Espírito Santo (AT 19:6). Dom de profecia pode ser buscado (1 CO 14:1). O ministro é chamado (HB 5:4). Deus chama o homem capacita-o e o a dá à igreja. E isso não acontece de repente, há um preparo. Pelo Dom espiritual não, veja 12:28 de 1 Co o termo “e a uns pôs Deus na igreja”, uns significa que não são muitos, muito menos todos. Agora veja (EF 4:11). E Ele deu uns, “uns” para... e outros... “uns e outros”, diz que não são muitos. Agora volte e olhe o outro termo em 1 Coríntios 12:28 – “pôs” e em Efésios 4:11 –“deu”. Pôs na ou deu para. Esses termos singularizam e identifica uma atividade especial. Enquanto aquele é uma manifestação, esse daqui é um dote de capacidade. Aquele é de exercício esporádico (pode ser manifesto na vida de uma pessoa de uma única vez) esse aqui é da atividade constante.
O Dom espiritual edifica, exorta e consola 14:3 o Dom ministerial, faz tudo isso e ainda ensina (14:6, 31). O Dom espiritual depende do Dom ministerial, o ministro ensina o portador do Dom espiritual como proceder. É o caso de Paulo ensinando aos Coríntios.
O Dom espiritual recebe a mensagem de Deus e transmite à igreja, o Dom ministerial interpreta a palavra escrita como também os mistérios espirituais. No dom espiritual, Deus usa o elemento fonador do profeta, Deus da a mensagem pronta e o profeta fala, no Dom ministerial Deus usa a mente do profeta, para compreender mistérios, interpretar e transmitir o ensino. O Dom espiritual precisa de mensagem falada por Deus.
O Dom ministerial trabalha com uma mensagem que Deus já falou (a palavra escrita) além de receber mensagens e revelações da parte de Deus.
C- EVANGELISTA: Evangelista significa proclamador de boas novas, ou o que leva o evangelho.
- JESUS O EVANGELISTA: Jesus desenvolveu o ministério evangelístico com muita eficiência.
- Seu ministério foi predito (Isaías 61:1-3), (Lucas 4:18-19) Jesus foi o pregador de boas novas e do ano aceitável do Senhor. A pregação de Jesus consistia na libertação da alma pela Salvação, a libertação do corpo pela cura, como também a libertação do espírito na expulsão dos demônios (AT 10:38). Textos que falam da pregação de Jesus acompanhada de milagres (MT 9:35; MC 1:34-38).
- Poder de atração: O povo para pelo menos tocar nas suas vestes (MC 6:56). Vinha multidões em busca dele (MT 15:30-31). O povo vinha de todas as partes (MC 1:45). O povo vinha a Ele pela manhã (LC 21:38).
- A motivação do seu ministério: O amor e compaixão eram as virtudes que moviam a Jesus para pregar as multidões. Ele ia pelas cidades e aldeias pregando o Evangelho (LC 8:1). Falava a um durante a noite (JO 3:1-15). A outro falava junto ao poço (JO 4:5-30).

O DOM DE EVANGELISTA:

O termo evangelista se encontra três vezes na Bíblia: Filipe o Evangelista (AT 21:8). Ele deu uns para Evangelista (EF 4:11). Faze a obra de Um Evangelista (II TM 4:5). Obs. Um homem, um Dom, um trabalho de Evangelista.
* Filipe um Evangelista:
Filipe não foi ordenado ao ministério como se faz hoje. Sua promoção foi resultado da perseguição (AT 8:1-5), a isso se acrescentou o fervente amor que tinha pelas almas, o que levou a pregar em Samaria, logo ao Etíope e depois em Azoto (AT 8:30, 40).
- Com Filipe aprendemos duas coisas: Evangelista é movido pelo Espírito Santo. A vocação Divina o inspira (I CO 9:16); Evangelista ainda que seja usado por Deus para abrir trabalhos (novas igrejas), não tem por isto direito de se julgar independente do ministério. Os apóstolos foram comunicado do trabalho em Samaria (AT 8:14), foram enviados para a cidade de Samaria os Apóstolos Pedro e João para orar pelos irmãos e doutrinar a nova Igreja em Samaria.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

TEOLOGIA PASTORAL 2

2 - TEOLOGIA PASTORAL

A teologia pastoral também é conhecida como “pastoralia” o seu nome técnico deriva do latim. Trata-se de um dos ramos da educação teológica que se preocupa com os labores pastorais teóricos e práticos. A prioridade é dada a vida espiritual e pessoal do individuo que está sendo treinado, ao seu treinamento nas Escrituras Sagradas; ao desenvolvimento da sua sensibilidade às necessidades das pessoas; às habilidades com as quais poderá servir ao próximo; ao lado prático do ministério para com os enfermos e outros, em cooperação em atividades sociais e legais; à ministração de cultos normais e especiais, como também as ordenanças, casamentos, funerais, cerimônias cívicas e etc. acima de tudo isso pregar e ensinar que é um dos aspectos mais importantes desse treinamento.
O Ministro vive num mundo de aspectos diversificados, em todos estes aspectos ele necessita exercer seu ministério com integridade. Primeiramente o Ministro vive num contexto espiritual onde Jesus Cristo é o Senhor Fl 3.8. Neste contexto há três coisas para serem observadas: primeira, o Ministro conta com a presença do Senhor, Mt 28. 18,19; segunda a alma imortal do homem deve ser restaurada e esse é o seu alvo, Rm 1.16; e em terceiro lugar o Ministro tem um inimigo que não se cansa, Ef 6. 10-13; 1ª Pd 5.8. O Ministro também vive em uma sociedade da qual ele também é cidadão, como todas as pessoas ele tem responsabilidades cívicas as quais deve cumpri-las. Neste contexto social há muitas religiões, o Ministro tem o dever de pregar o evangelho completo sem atacar a ninguém e nem ser parcial com a palavra de Deus. Finalmente o Ministro vive num contexto institucional, sendo o governo a principal instituição. A vigilância no relacionamento com as instituições para ser um exemplo constante e não se curvar as pressões e corrupções, ao suborno, nem ceder a qualquer atividade ilícita. Com o objetivo de proporcionar maior compreensão da responsabilidade e missão do ministério pastoral é que este texto foi elaborado.

1º) O INDIVIDUO CHAMADO PARA O MINISTERIO

Deus chama homens para as mais diversas atividades no seu reino, e como Ele é soberano na maneira de fazer as suas coisas não tem um método único para efetuar a chamada, porem, tem um método para cada chamada.
1- A CHAMADA: a definição da chamada pode ser vista como a implantação da intenção divina dentro do coração da pessoa.

2- MÉTODO DIRETO E INDIRETO:

Houve pessoas que foram chamadas diretamente pelo Senhor são os casos de:
A- NOÉ, Gn 6.13 Deus o chamou para construir uma arca.
B- ABRAÃO, Gn 12.1 Deus o chamou para peregrinar.
C- MOISÉS, Êx 3.10 Deus o chamou para libertar e guiar seu povo.
D- SAMUEL, 1Sm 3.10, Deus o chamou para julgar a Israel.
E- DAVI, 1 Sm 16. 13 Deus o chamou para reinar sobre seu povo.
F- ISAIAS, Is 6.9 Deus o chamou para profetizar para o povo.
G- OS APOSTOLOS, Mc 4. 13-15 o Senhor os chamou para prepará-los para o ministério.
H- PAULO, At 26.19 o Senhor o chamou para evangelizar aos gentios.
Houve pessoas que foram chamadas indiretamente, ou por um método indireto, o que pode envolver pessoas como também circunstâncias:
A- JOSÉ, Gn 37. Deus o chamou para enfrentar as covas da vida até chegar ao lugar que deveria ocupar.
B- JOSUÉ, Nu 27. 18-20, o maior exemplo de discipulado do Antigo Testamento, chamado para auxiliar Moisés, e depois substituí-lo.
C- TIMÓTEO, At 16.1-4, separado por Paulo para a obra missionária, tornouse, no maior cooperador do Apostolo, Rm 16 21.

3- O MOTIVO E A NECESSIDADE DA CHAMADA:

A- O MINISTÉRIO NÃO É PROFISSÃO: ao citarmos alguns exemplos do Antigo Testamento, fica claro que o ministério não é uma profissão, na antiga aliança o sacerdócio era privativo dos filhos de Aarão e os profetas eram chamados pelo Senhor diretamente. No Novo Testamento o ministério é um dom, Ele mesmo dá Ef 4.11.
B- A CERTEZA DA CHAMADA: a certeza da chamada de Deus faz o servo do senhor superar obstáculos considerados impossíveis.
- Veja as lutas de Moisés como o povo no deserto, Nu 12. 1-16; 14.1-19; 16. 1-19
- A perseverança de Paulo e sua determinação em cumprir seu ministério, At 14. 19-22
C- CHAMADA E MISSÃO: a chamada é acompanhada de uma missão. Ninguém que é chamado pelo Senhor anda por ai batendo no ar sem saber o que fazer.
4- A CHAMADA TEM CARACTERÍSTICAS ESPECIFICAS: o Novo Testamento apresenta as seguintes características:
A- DIVINA: não é uma incumbência dada por uma convenção ou Igreja. Deus chama, a Igreja reconhece a presença do dom e o ministério ordena. Se não houver uma ação divina não haverá dom e não haverá ministério.
B- PESSOAL: Deus tem o ministério certo para a pessoa certa e até o lugar certo em alguns casos. Deus é soberano e onisciente, só Ele pode saber estas coisas.
C- SOBERANA: o servo do Senhor ao ser chamado deve aceitar com humildade e abnegação, reconhecendo isto como um ato do conhecimento deste deus soberano. Tem que confiar no Senhor ainda que algumas coisas não lhe sejam muito claras, Is 55. 8,9, 1Co 2.16.
D- DEFINITIVA: a chamada para o ministério é definitiva, aquele que é chamado não pode impor condições. Pelo contrario, deve agradecer a Deus o privilegio de ser chamado, Lc 9. 57-62; 1Tm 1.12,13.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Teologia Pastoral 1

TEOLOGIA PASTORAL

2º) O MINISTÉRIO CONFORME O NOVO TESTAMENTO

O N.T. dá ênfase ao ministério em virtude de sua importância na expansão, edificação e aperfeiçoamento da Igreja de Cristo, Ef 4.15,16; Rm 12.4,5.
1- O CONTEÚDO DO MINISTÉRIO: neste conteúdo esta aquilo que é de competência divina e o que é de responsabilidade do ministro chamado.
A- VOCAÇÃO: o ministério não é uma profissão e os ministros não são profissionais empregados, fruto de uma decisão humana, nem são como os sacerdotes separados por herança familiar. São pessoas vocacionadas por Deus com um propósito, 2Co 4.6,7. Por tanto o ministro não deve questionar sua chamada, mas aceita-la como um privilegio. Não havendo uma chamada não haverá ministério.
B- CAPACITAÇÃO: essa capacidade não é aquela que vem como resultado da dedicação, da aplicação, que falaremos mais adiante. Aqui nos referimos ao que o senhor dá, Paulo sintetizou isto em 2Co 3.5,6 a capacidade que vem de cima. Sem isso nenhuma cultura será suficiente para atender as questões difíceis do ministério. Deus nos capacita assim como fez com os discípulos e com Moisés, Lc 9.1,2; Êx 4.1-12.
C- COMISSÃO: todos os cristãos recebem a responsabilidade de pregar o evangelho, mas o ministro recebe uma missão especifica, ele tem um trabalho a fazer. Não se pode aceitar um obreiro que anda de um lado para o outro sem definir seu ministério, Rm 1.1; 1Co 1.1.
D- AUTORIDADE: Deus delega poder aqueles que são chamados para executar a sua missão. Paulo reivindica sua autoridade para repreender os faltosos e presunçosos da igreja de Corinto, 2Co 13.10. o grande segredo da autoridade está em usar com temor e reverencia o poder do nome de Jesus, At 3,6; 4.10; 9.34; 16.18; Ef 6.12; Lc 24.47.

2- O OBJETIVO DO MINISTÉRIO

A principal tarefa do ministério neotestamentário é a comunicação da palavra de Deus. Os doze apóstolos foram chamados para pregar o evangelho, Mc 3.14; Lc 9.2; At 10.42. A grande comissão é uma ordem expressa para todos em qualquer tempo em qualquer lugar. A comunicação da palavra de Deus se realiza de três maneiras: Mt 4.23; 9 35; Lc 4. 17-19. Jesus praticou e seus discípulos o seguiram, At 5.12, 42; 6.2,4; 15.35. Pregação ensino e milagres.
A- A PREGAÇÃO: A pregação tem o dever de anunciar a palavra de Deus na pessoa de Cristo como o único salvador, que para a salvação dos homens há um preço que só Ele poderia ter pagado. A pregação tem a intenção de alcançar as emoções das pessoas levando-as aos pés de Cristo. Ainda na pregação se pode dar testemunho da grandeza do poder de Deus em efetuar curas e livramentos, contanto que o testemunho obedeça a seus objetivos: glorificar a Deus, relatar um fato e edificar a Fe dos que o ouvem.
B- O ENSINO: O ensino é diferente da pregação, ele visa alcançar a mente da pessoa fazendo-a raciocinar. Enquanto a pregação é como falar pela radio, uns ouvem outros não, o ensino é como telefonar, é um contato direto e pessoal que se espera uma resposta. Jesus ocupou a maior parte do seu ministério em ensinar e a Igreja primitiva fez o mesmo, At 1.1; 28.31.
C- OPERAÇÃO DE MILAGRES: Os milagres aliviam as dores, opressões e angustias dos necessitados, como também revela o poder de Deus, e acima de tudo confirma a palavra de Deus e o ministério dos servos de Deus, Mc 16.20.

3- TIPOS DE MINISTÉRIOS

Os dons estão revelados em três dimensões nas Escrituras, com o objetivo de atender todas as necessidades da Igreja e envolver todos os membros do corpo de Cristo.
- Dons de serviço cristão, ( RM 12.4-8) esses dons edificam o cristão como indivíduo, eles atuam a favor do crente como membro individual do corpo de Cristo.
- Dons de manifestação do Espírito Santo, ( 1ª CO 12. 7-11). Esses dons edificam a Igreja como corpo, ( 1ª CO 14.12). são dons exercidos na congregação parta a edificação de todos.
- Dons ministeriais, ( EF 4.11,12 ), são dons em forma de homens que Deus dá à Igreja para seu aperfeiçoamento
A- APÓSTOLOS: ( MT 10.2; LC 6.12,13). Apóstolo literalmente enviado.
- Há três tipos de Apóstolos:
- O Apóstolo enviado pelo Pai, Jesus, ( HB 3.1; JO 17.3).
- Os Apóstolos enviados por Jesus, os doze, ( LC 6.12,13).
- Os Apóstolos enviados pelo Espírito Santo, ( AT 13.1,2).
- Deus disse: Profetas e Apóstolos lhes enviarei, ( LC 11.49).
- O termo Apostellõ = enviar com propósito particular. Lucas menciona o termo Apóstolos depois de os discípulos regressarem de sua missão com êxito, ( LC 9.10; 17.5; 22.14; 24.10).
- Paulo faz diferença entre os doze e os demais Apóstolos, ( GL 1.19; 2.9), Tiago irmão do Senhor, que antes nem era discípulo, ( JO 7.5).
- Os demais Apóstolos, ( 1ª CO 9.1-6).
- Silas e Timóteo, ( 1ª TS 2.6).
- Andrônico e Júnia, ( RM 16.7).
- Os doze dão o estabelecimento inicial da Igreja, e aparecem como o fundamento em Apocalipse, ( 21.14).
- Mesmo quando estavam os doze com o Senhor, Ele enviou os setenta dando a entender que haveria um sistema mais abrangente em relação ao mundo da missão Apostólica, (MT 10; LC 10).

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

ESCATOLOGIA, FIM DO MUNDO, APOCALIPSE

 



ESCATOLOGIA


IGREJA PENTECOSTAL

EL-BETEL RENOVADA

















ESCATOLOGIA


OK

Escatologia Bíblica







I - DEFINIÇÃO

ESCATHOS E LOGOS, são duas palavras gregas que constitui o termo “escatologia”. A primeira palavra quer dizer “últimas coisas” a segunda “tratada ou estudo”. Em resumo, escatologia é o estudo acerca de coisas e eventos futuros profetizados na Bíblia (Ap 1.1).

 

II - A ESCATOLOGIA BÍBLICA TEM SUAS BASES:

1 - Na Revelação Divina. A Bíblia é sem dúvida a revelação da vontade de Deus à humanidade. Inicialmente, Deus escolheu a semente de Abrão, ou seja, o povo de Israel, para revelar a sua vontade. Mas tarde Deus forma um novo povo, a igreja, constituída de judeus e gentios, (Ef 2.11-19). A partir de então, a igreja é o alvo da revelação divina. Agora toda revelação aponta para o futuro e a igreja caminha neste mundo com uma esperança, pois é identificada como “peregrina e forasteira” 1 Pe 2.11. Ela existe por causa da esperança, Rm 5.2; 8.24 Ef 4.4; 1 Ts 4.13. Já o mundo pagão é o contrário, pois, se fecha dentro de um fatalismo histórico, sem expectativas, sem futuro, mas a Bíblia revela o futuro, e em toda história humana tem sido assunto de interesse constante da parte do homem, e principalmente neste século.

 

2 - No Campo da Profecia.Os textos proféticos das escrituras tem sido a principal preocupação do estudo da escatologia. Quando seguimos os princípios de interpretação, observando o seu contexto histórico e doutrinário, as verdades proféticas se tornam mais claras e definidas de modo que passamos a perceber a inerrância e infalibilidade da Bíblia. O apóstolo Pedro teve o cuidado de explicar essa questão: 2 Pe 1.19-21.   

III -QUATRO TIPOS DE ESCATOLOGIA.

Segundo nos apresenta o dicionário Teológico da (CPAD).

 

1 - Escatologia Consistente:

Termo nascido com Albert Schweitzer, segundo o qual as ações e a doutrina de Cristo tinham um caráter essencialmente escatológico. É certo que Jesus haja se preocupado em ensinar as doutrinas das últimas coisas aos seus discípulos, todavia sua preocupação básica era a salvação do ser humano. Além do mais Cristo não exagerou ou deformou seus ensinos, pois, nele cada conselho de Deus teve o seu devido lugar.

 

2 - Escatologia Idealista:

Corrente doutrinária que relaciona a escatologia bíblica às verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento alegam que a doutrina das últimas coisas não terá qualquer efeito prático sobre a história da humanidade. Porém eles se esquecem das profecias que já se cumpriram.

 

3 - Escatologia Individual.

Estudo das últimas coisas que fala a respeito exclusivamente do indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino eterno. Neste contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a igreja.

 

4 - Escatologia Realizada.

Ponto de vista defendido por C.H. Dodd segundo o qual as previsões escatológicas das sagradas escrituras foram todas cumpridas nos tempos bíblicos. De acordo com o ensino de Dodd, já não nos resta nenhuma expectativa profética. Segundo este equivocado pensamento a segunda vinda de Cristo já foi realizada, também a grande tribulação e o julgamento final já foi “consumado. Esse ponto de vista, sem dúvida é contraditório com o genuíno ensino bíblico.    


Aula 3 - Métodos de Interpretação 

Na história da igreja não é de se admirar o surgimento de vários métodos de interpretação concernente às escrituras proféticas, eles têm contribuído para explicações e posições que obrigam os cristãos a serem mais cautelosos nesse assunto que é escatologia. As ideias mais divergentes têm sido quanto ao arrebatamento da igreja. Alguns admitem que esse evento ocorrerá antes e outros creem que se dará no meio da grande tribulação. Por isso devemos levar em considerações pelo menos dois métodos de interpretação.

 

1 - Método Alegórico ou Figurado.

Quando interpretamos uma profecia bíblica, sem atentarmos para o sentido real, figurado ou literal, negamos o seu valor histórico, dando uma interpretação de somenos importância.

Corremos o risco de anular a revelação de Deus naquela profecia. Tanto as palavras como os eventos proféticos perdem o seu real significado. Quando o sentido de uma profecia é literal e se interpreta alegoricamente, se está de fato, pervertendo o verdadeiro sentido da escritura, e na maioria dos casos, é só pretexto particular de pessoas que procuram um sentido mais profundo espiritual. Por exemplo, os que interpretam o milênio alegoricamente.

Não acreditam num milênio literal, pois acabam anulando a esperança da igreja. O apóstolo Paulo ao escrever aos crentes na Galácia, utilizou-o as figuras ilustrando o texto com fatos literais. Da antiga dispensação, mas apresentou-as como sombras de eventos futuros, Aleluia, (Gl 4.21-31).

 

2 - O Método Literal e Textual

Esse é o método gramático-histórico. Isto é: se preocupa em dá um sentido literal às palavras da profecia, interpretando-as conforme o significado ordinário, de uso normal.

Uma vez que cremos na inspiração plena das escrituras através do Espírito Santo, devemos atentar para o fato de que há textos, que tem apenas um sentido espiritual, sem que exija, obrigatoriamente, uma interpretação literal ou figurada. Ambos os métodos são válidos, mas devem ser utilizados com cuidado não pouco e muita precisão.

Temos o exemplo bíblico da apresentação de João Batista no texto de João 1.6, que diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João”. Notemos que o texto está falando literalmente de um homem, cujo nome, de fato era João. Os termos empregados referem-se literalmente a alguém fisicamente. Mas tarde, João Batista, ao identificar Jesus, usou uma linguagem, figurada quando diz: ”Eis aí o cordeiro de Deus”, João 1.29. Na verdade Jesus era um homem real e literal, mas João usou a forma figurada para denotar o sentido literal da pessoa de Jesus.

Aula 4 - Doutrina da Morte - parte 1 

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram”. (Rm 5.12).

Os mortais sempre evitam falar, ou comentar a respeito da morte, embora o viver humano encontre na sua jornada e todos os dias é ameaçado por ela. Mesmo sem ser esse, um assunto simpático a humanidade, entendemos na perspectiva bíblica e escatológica, que a morte é a maldição divina contra o pecado e só Jesus foi capaz de cravar essa maldição no lenho da sua cruz no calvário, Aleluia 1 Co 15.54-57.

 

I -SISTEMAS FILOSÓFICOS QUE TRATAM DA MORTE.

1 - Existencialismo.

Preocupam-se com a vida, mas reconhecem a presença da morte constante na existência humana. Os seus filósofos veem a morte como o fim de uma viagem ou como um perpetuo acompanhamento do ser humano desde o berço até a sepultura. Para eles, a morte é um elemento natural da vida.

 

2 - Materialismo.

Não admitem as coisas espirituais. Par eles, tudo é matéria. Entendem que a matéria é incriada e indestrutível substância da quais todas as coisas compõem e a qual todas se reduzem. Afirmam ainda que, a geração e a corrupção das coisas obedecem a uma necessidade natural, não sobrenatural, nem ao destino, mas as leis físicas, portanto, o sentido espiritual da morte não é aceito pelos materialistas.

 

3 - Estoicismo.

Os estoicos seguem a ideia fatalista que ensina que a morte é algo natural e devemos admiti-la sem temê-la, uma vez que os homens não conseguem fugir do seu destino.

 

4 - Platonismo.

Platão que foi considerado um dos grandes filósofos grego, não conseguiu entender a real interpretação a respeito da morte, pois, ensina que a matéria é má e desprezível, só o espírito é que importa. Haja visto que a sabedoria dele não foi suficiente para ajudá-lo a livrar-se do mau comportamento moral, pois era homossexual ativo como relata o historiador romano Suetônico. (A bíblia através do século. Pr. Antônio Gilberto).

 

II -RAZÕES BÍBLICAS PARA A MORTE.  

1 - Necrológica.

A palavra nekros (no grego) quer dizer “morto” refere-se aquilo que não tem vida, seja um cadáver ou matéria inanimada. Essa palavra tem na sua raiz “nek” o sentido de “calamidade”, “infortúnio” e passou a fazer parte do vocabulário médico par indicar o estado de morte de um a pessoa, ou então par significar o processo de morte em alguma parte do corpo, devido a alguma doença.

Do ponto de vista bíblico, necrológico indica a parte física do homem, seu corpo (soma), o escritor aos Hebreus fala da separação que a morte faz entre o corpo e a parte espiritual do homem, quando ele diz: ”O como aos homens está ordenado a morrerem uma vez; vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27). Esse texto indica que há algo que sobre vive no homem após a morte, ou seja, após a necrose do seu corpo.

 

2 - Antropológica.

Vem de antropos (vem do grego), que quer dizer “homem” para fazer diferença com os animais irracionais. É o homem criado por Deus com a capacidade de pensar, sentir, e realizar, (Gn 1.26,27 - 2.7). No âmbito na antropologia bíblica o corpo humano aparece como uma dádiva de Deus ao homem e, por isso, o corpo tem a sua própria dignidade. Do ponto de vista bíblico é dignificado pela sua razão de ser, como instrumento de serviço e glorificação do criador. Por isso, é o templo do espírito de Deus, 1 Co 3.16; 6.19. Portanto, a razão antropológica nesse sentido refere-se ao que o homem é o que pensa acerca da morte, como ele a enfrenta e o que sobrevive dele depois da morte.

 

3 -Pneumatológica.

Trata-se da parte espiritual do homem. A palavra “pneuma” refere-se ao espírito. Em primeiro lugar valorizamos o corpo físico e a sua dignidade na existência humana. Em segundo, tratamos do homem como ser racional; Em terceiro preocupam-nos em revelar o milagre da transformação do corpo físico do crente em corpo espiritual. Nossos corpos materiais e mortais serão ressuscitados em “soma pneumatikos”, Isto é “corpo espiritual”, 1 Co 15.54 - A nossa esperança é que Cristo ressuscitou primeiro e definitivamente e, assim, ele é o “primogênito dentre os mortos” Cl 1.18 - Ap 1.5 - A vitória de Cristo também foi tríplice, ele venceu a morte, o túmulo e o diabo, At 2.24.

4 - Escatológica.

Nessa parte habita a preocupação com a esperança. Qual é a esperança cristã? É a ressurreição dos nossos corpos na vinda do Senhor, a transformação dos mesmos, se estivermos vivos no arrebatamento da igreja. 1 Co 15.54.

Aula 5 - Doutrina da Morte - parte 2 

III - A BÍBLIA REJEITA FALSAS TEORIAS A RESPEITO DA MORTE ETERNA DOS ÍMPIOS.

1 - Teoria Universalista. Ensina que Deus é bom demais para excluir alguém. Jesus morreu por todos, por isso todos serão salvos. Ver Hb 12.14; At 16.31; Mt 11.12; Rm 10.9ss. A bíblia é clara quando nos apresenta a salvação em Cristo Jesus de forma condicional; se creres, atentarem, permanecer, perseverar até o fim, obedecerdes.

2 - Teoria Restauracionista. Ensina que Deus, ao final de todas as coisas, restaurará todas as coisas, e todos, enfim, serão salvos. A bíblia diz: Jo 5.29; Mt 25.45,46; Ap 20.5.



3 - Teoria do purgatório. Ensina que, quando uma pessoa morre neste mundo, tem a oportunidade de recuperação num período probatório. Nesse período, a culpa dos seus pecados cometidos poderá ser aliviada enquanto aquele pecador paga por seus pecados, tendo, ainda, a ajuda da oração pelos mortos da parte dos amigos e parentes. A bíblia refuta, Lc 23:43,44; João 14.6, ainda Lc 16.ss. 1 Tm 2.5.

4 - Teoria da Aniquilação. Essa por sua vez, destaca a expressão “eterna perdição”, e a traduzem por “eterna extinção”. Seus adeptos costumam basear-se em 2 Ts 1.8,9. Vejamos a palavra “extinguir” no lugar de “aniquilar” dá uma ideia que contraria a doutrina do castigo eterno como ensinada na bíblia Mt 25.41... De fato, o sentido real da expressão é de banimento da presença de Deus, e não de extinção, como a folha de papel se extingue no fogo.

5 - A Bíblia Define a Morte.

 O sentido literal e metafórico da palavra morte.

a - Separação. No grego a palavra morte é thanatos que quer dizer separação. A morte separa as partes materiais e imateriais do ser humano. A matéria volta ao pó e a parte imaterial separa-se e vai ao mundo dos mortos, sheol - hades, onde jaz no estado intermediário entre a morte e a ressurreição, Mt 10.28; Lc 12.4 Ec 12.7 Gn 2.7.

b - Saída ou partida. A morte física é como a saída de um lugar para outro, Lc 9.31; 1 Pe 1.14-19.

c - Cessação. Cessa a existência da vida animal, física, Mt 2.20.

d - Rompimento. Ela rompe as relações naturais da vida material. Não há como relacionar-se com as pessoas depois que morrem. A ideia de comunicação que já morreram não passa de uma fraude diabólica.

e - Distinção. Ela distingue o temporal do eterno na vida humana. Toda criatura humana não pode fugir do seu destino eterno: Salvação ou perdição, Mt 10.28, Qual será a opção?

 

IV -O SENTIDO BÍBLICO E DOUTRINÁRIO DA MORTE.

1- A morte como o salário do pecado (Rm 6.23).

Há muitos anos atrás o império romano pagava os seus soldados com sal. O documento que permitia a retirada de uma determinada quantidade de sal dos estoques imperiais tinha o nome latino de “salarium”, o que gerou a palavra “salário”, em português. Desde o dia de Roma até hoje, quando nos referimos a um trabalhador que não cumpre os seus deveres de modo adequado, dizemos que “ele não vale o salário que recebe”. Na referência mencionada acima, o apóstolo Paulo usando uma linguagem figurada, apresenta o pecado como um cruel feitor de escravos que dar a morte como pagamento. Como pagamento, a morte não aniquila o pecador. Quando morre, o pecador está ceifando na forma de corrupção aquilo que plantou na forma de pecado, Gl 6.7,8 / 2 Co 5.10.Portanto a morte física é o primeiro efeito externo e visível da ação do pecado. Gn 2.17; 1 Co 15.21; Tg 1.15.

2 - A morte é sinal e fruto do pecado.

O homem vive inevitavelmente dentro da esfera da morte e não pode fugir da condenação. Somente quem tem a Cristo e o aceitou está fora dessa esfera. Tiago o apóstolo do Senhor, nos mostra a relação entre o pecado e declara que o pecado frutifica e gera a morte, Tg 1.14-15.

3 - No calvário Cristo venceu a morte.

Cristo conforme a sua palavra e ação na cruz do calvário é a resposta evidente e independente de quaisquer ideias filosóficas a respeito da morte. Ele é sem dúvida a única solução para o problema do pecado e a crueldade da morte, Rm 5.17 - Aleluia!

4 - Tipos distintos de morte.

a - Morte Física.

O texto que melhor elucida esta morte é II Sm 14.14, o que acontece com o corpo morto quando é sepultado? Depois de alguns dias terá se desfeito e esvaído como águas derramadas na terra. É isso que a morte física acarreta literalmente.

b - Morte Espiritual.

Este tipo tem duplo sentido na perspectiva bíblica: negativo e positivo. No sentido negativo, a morte pode ser identificada pela expressão bíblica “morte no pecado”. É um estado de separação da comunhão com Deus. Significa está debaixo do pecado, sob o seu domínio.

Ef 2.1-5. O seu efeito é presente e futuro. No presente, refere-se a uma condição temporal de quem está separado da vida de Deus Ef 4.18. No futuro, refere-se ao estado de eterna separação de Deus, o que acontecerá no juízo final Mt 25.46. Já no sentido positivo, é a morte espiritual experimentada pelo crente em relação ao mundo.  Isto é: a sua pena do pecado foi cancelada, e agora vive livre do domínio do pecado Rm 6.14. Quanto ao futuro, o cristão autêntico terá a vida eterna. Ou seja; A redenção do corpo do pecado Ap 21.27; 22.15.

c - Morte Eterna.

É conhecida na bíblia como a segunda morte, porque a primeira é física Ap 2.11 - identificada como punição do pecado, assunto já anteriormente argumentado Rm 6.23 - também denominada de castigo eterno é a eterna separação do homem da presença de Deus, nesse a bíblia afirma que fica impossibilitado o arrependimento e o perdão Mt 25.46. Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizeram a graça de Deus e, serão lançados no geena (lago de fogo) Ap 20.14-15; Mt 5.22,29-30; 23.14-15,33. Restringe-se a penas aos ímpios, At 24.15. As falsas teorias que já citamos anteriormente rejeitam esse ensino real da bíblia

 

A Morte é Para o Cristão: A porta que se abre para o céu de glória. Quando o cristão morre, ele descansa, dorme 2 Ts 1.7. Além de tudo a morte significa para o crente salvo, a vitória, ganho segundo a bíblia. A palavra de Deus ainda afirma que para os salvos em Cristo a morte é agradável aos olhos do Senhor, Sl 116.15. Diz também, que o morrer em Cristo é estar “presente com o Senhor” 2 Co 5.18 Aleluia!!

Aula 6 - Estado Intermediário dos Mortos 

I -  ARGUMENTOS ACERCA DO ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS

O estado intermediário representa um lugar espiritual fixo onde as almas e os espíritos dos mortos aguardam a ressurreição de seus corpos, para apresentarem-se, posteriormente, perante o supremo juiz.

1 - Argumento Bibliológico. A maioria dos israelitas, porém olhava para a vida com uma atitude positiva (Sl 128.5-6). O suicídio era extremamente raro, e uma vida longa era considerada uma benção de deus (Sl 91.16). A morte trazia tristeza, usualmente expressada com lamentações em voz alta e com luto profundo (Mt 9.23; Lc 8.52). “Os costumes israelitas de sepultamento eram diferentes daqueles praticados pelos povos em derredor. Os túmulos dos Faraós ficavam repletos de móveis e de muitos outros objetos visando proporcionar-lhes o mesmo nível de vida no além. Os cananitas colocavam uma lâmpada, um vasilhame de óleo e um vaso de alimentos no esquife de cada pessoa sepultada. Os israelitas agiam de outra forma. O corpo, era envolvido em pano de linho, usualmente ungido com especiarias, era simplesmente deitado no túmulo ou enterrado numa cova. Isso não significa, porém, que não acreditassem na vida. Falavam ainda, da ida do espírito a um lugar que, em hebraico, era chamado “Sheol”, às vezes, mencionavam a presença de Deus. (sobre sheol falaremos um pouco mais adiante).

 

2 - Argumento Histórico. É certo que a questão da vida além-morte não está fundamentada apenas em teorias e conjecturas filosóficas, se fosse assim ela já teria desaparecido. A própria experiência da humanidade tem se tornado e provado a crença na imortalidade.

3 - Argumento Teleológico. Procuram provar que a vida do ser humano tem uma finalidade além da própria vida física. Há algo que vai além da matéria de nossos corpos, é a parte espiritual. Quando Jesus Cristo aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, estava, de fato, desfazendo a morte espiritual e concedendo a vida eterna, a imortalidade (2 Tm 1.10). A vida humana tem uma finalidade superior, uma razão de ser, um desígnio. Com isso fica claro e evidente que, a nossa vida humana tem um propósito elevado, além de renovar a nossa esperança de estar para sempre com o Senhor.      

4 - Argumento Moral.Dentro de cada ser humano, existe um governador moral chamado consciência que rege as suas ações. Sua existência dentro do espírito humano indica sua função interna, como um sensor moral, aliado à soberania divina.

5 - Argumento Metafísico.Os elementos imateriais do ser humano, denunciam o sentido metafísico que compõe a sua alma e espírito. Esses elementos são indissolúveis; portanto, como evitar a realidade da vida além-morte? É possível! A palavra imortalidade no grego é “Athanasia” e significa literalmente ausência de morte. No sentido pleno, somente Deus possui vida total, imperecível e imortal (1 Tm 1.7). Ele é a fonte de vida eterna e ninguém mais pode dá-la. No sentido relativo, o crente possui imortalidade conquistada pelos méritos de Jesus no calvário (1 Tm 1.8-12).

II -TEORIAS ANTI-BÍBLICAS, ACERCA DO ESTADO INTERMEDIÁRIO.

1 - Teorias Reencarnacionista.Várias religiões, por causa do seu conceito cíclico da história, ensinam à reencarnação. Segundo essa doutrina a pessoa recebe uma nova identidade, e nasce noutra vida como animal, um ser humano, ou até mesmo um deus. Sustentam que as ações da pessoa geram uma força, karma, que exige a transmigração das almas e determina o destino da pessoa da próxima existência. Também gostam de usar o texto de Lucas 16.22,23, para afirmarem que os mortos podem ajudar os vivos. Mas Jesus ao ensinar sobre o assunto, declarou que era impossível que Lázaro ou algum outro que estivesse no paraíso saísse do lugar para entregar mensagem aos familiares do rico. Jesus disse que os vivos tinham “a lei e os profetas” isto é, eles tinham as escrituras. Usam também equivocamente (Jo 3.3)  e outros textos bíblicos isolados para alimentarem as suas distorcidas opinião sobe esse assunto (vida além - morte).Na verdade o estado intermediário não é um lugar de migrações e perambulações espaciais como afirma os reecarnacionistas ou espirituais como também são conhecidos. A bíblia refuta (Dt 18.9-14; Jó 7.9,10; Ec 9.5-6; Lc 16.31)

2 - Teoria do Purgatório. Heresia essa criada e defendida pelos católicos romanos para identificar o sheol-Hades, que segundo eles é um é lugar de prova e proporciona uma segunda oportunidade, para as almas daquelas pessoas que não conseguiram se purificarem o suficiente para galgarem o céu. Afinal se a doutrina do purgatório fosse uma realidade, então a obra de Cristo não teria sido completa. Se alguém quer garantir sua salvação precisa garanti-la em vida física. Depois da morte, só resta à ressurreição (Jo 5.28-29).

3 - Teoria Limbus Patrum.O vocábulo Limbus significa borda, orla. A ideia é paralela ao purgatório e foi criada pelos católicos romanos para denotar um lugar na orla ou borda do inferno, onde as almas dos antigos santos ficavam até a ressurreição. Ensina ainda essa igreja que Limbus Patrum (pais) era aquela orla do inferno onde Cristo desceu após sua morte na cruz, para libertar os pais (santos do A.T). Do seu confinamento temporário e leva-los em triunfo para o céu. Identificam o “seio de Abraão) como sendo limbus patrum (Lc 16.23) - Assim não existe uma orla para os pais (santos antigos) também não existe limbus patrum na bíblia.

4 - Teoria limbus Infantus.A palavra infantus refere-se à criança. Na doutrina romana, havia no sheol-hades um lugar especial de habitação das almas de todas as crianças não batizadas. Segundo essa doutrina, nenhuma criança não batizada pode entrar no céu. Por outro lado, é inaceitável a ideia do limbus infantus como um lugar de prova, também para crianças.

III -  A VERDADEIRA DOUTRINA BÍBLICA DO ESTADO INTERMEDIÁRIO.

1 - Habitação Espiritual fixa e temporal.Biblicamente falando, o estado intermediário é um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado. No Antigo Testamento esse lugar é identificado como sheol (no hebraico), e no Novo Testamento como hades (no grego\0 os dois termos dizem respeito o reino da morte (Is 18.5; 2 Sm 22.5,6). É lugar espiritual em que as almas e espíritos dos mortos habitam fixamente até que seus corpos sejam ressuscitados, para a vida eterna ou para a perdição eterna. É o estado das almas e espíritos, fora dos seus corpos, aguardando o tempo em que terão de comparecer perante Deus.

2 - É um Lugar de Consciência ativa e ação racional.Mais uma vez enfatizamos aqui, o que Jesus descreveu sobre a conversa do rico Lázaro (Lc 16.19-31). Em consonância como assunto, o apóstolo PAULO descreve-o no que se refere aos salvos, como um lugar comunhão com o Senhor (2 Co 5.6-9; Fp 1.23). A bíblia denomina-o como um lugar de consolação “seio de Abraão” ou “paraíso” (Lc 16.22-25; 2 Co 12.2-4).

Se fosse um lugar neutro para as almas e espíritos dos mortos, não haveria razão para Jesus identifica-los com os nomes que deu. Da mesma forma, “o lugar de tormento” não teria razão de ser, se não houvesse consciência naquele lugar. Rejeita-se segundo a bíblia, a teoria de que o sheol-hades é um lugar de repouso inconsciente. A bíblia fala dos crentes falecidos como os “que dormem no Senhor (1 Co 15.6; 1 Ts 4.13), e isto não se refere a uma forma de dormir inconsciente, mas de repouso, de descanso. As atividades existentes no sheol-hades não implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas que estão retidos até a ressurreição de seus corpos para apresentar-se perante o Senhor (Lc 16.19-31; 23.43; At 7.59)

3 – Sheol/Hades, Antes e Depois do Calvário.

a - Antes do Calvário.

O Sheol/hades dividia-se em três partes distintas.

1ª PARTE               Paraíso - Seio de Abraão - Lugar de Consolação / Lc 16.22-25.

2ª PARTE               Abismo - Lugar de trevas - Prisão eterna. Lá podem ter sido aprisionados os anjos caídos - Lc 16.26 / 2 Pe 2.4 / Jd 7. Onde não há contato com esses espíritos caídos.

3ª PARTE               Parte dos ímpios - Lugar de tormentos - Lc 16.23. Onde se encontra o rico depois de sua morte.

b -Depois do Calvário

Houve uma mudança dentro do mundo das almas e espíritos dos mortos após o evento do calvário Ef 4.9-10 / Ap 1.17-18. A parte do “paraíso” foi translada para o terceiro céu, na presença de Deus, 2 Co 12.2,4. Separando-se completamente das partes inferiores onde continuam os mortos. Quanto a mudança do paraíso para o terceiro céu, somente os justos gozam deste estado de gozo inexplicável. Aleluia!

ARGUMENTO TEOLÓGICO - A palavra “paraíso” é de origem persa e significa uma espécie de jardim, usada simbolicamente quanto ao lugar dos justos mortos. No paraíso Lázaro podia conversar com o rico que ali sofria o tormento dos ímpios, havendo entres eles um “abismo” instransponível (Lc 16.18-31). Depois de sua morte Jesus esteve “três dias e três noites” no coração da terra. Paulo descreve esse lugar como as regiões inferiores da terra (Ef 4.9).

Portanto entendemos que o paraíso em que Jesus e o malfeitor (agora convertido) entraram estava no coração da terra. Foi nessa descida no hades, que Cristo efetuou uma grande e permanente mudança na região dos salvos, isto é, nas condições dos justos mortos. Ali Jesus anunciou a sua vitória aos espíritos retidos. Conforme disse o apóstolo S. Pedro (1 Pe 3.18-20). A palavra usada no original implica em anunciar, comunicar, não pregar, como se entende em homilética.   



Aula 7 - Doutrina da Ressurreição dos Mortos 

I – A RESSURREIÇÃO EM SÍNTESE

A ressurreição dos mortos é obra especifica de Deus, e diz respeito à revivificação dos corpos físicos. Essa doutrina está baseada essencialmente sobre o fato da ressurreição de Cristo. O mestre além de enfatizar essa doutrina ele deu um sentido especial (Jo 5.28,29) - Deixando claro que não haverá uma única, geral e simultânea ressurreição para os mortos, e assim, que acontecerá em duas fases distintas: Ressurreição dos justos e a dos ímpios.

1 – Ressurreição no sentido original.Duas palavras gregas (anastasis e Egeiró). Indicam; Tornar a vida, levantar, erguer-se despertar, acordar.

2– Sentido Doutrinário

a - Outorga a vida que havia se extinguido fisicamente. É também o ato daquilo que haviaestado no sepulcro.

Às vezes aparecem na bíblia com a expressão “ressurreição dos mortos” (1 Co 15.12-13, 21,42). Que se refere a uma ressurreição geral, de justos e ímpios.

 b - Ressurreição dos Justos.

Traduz por ressurreição de entre os mortos, que quer dizer os mortos tirados do meio de outros mortos.

II - RESSURREIÇÃO NO HÂMBITO GERAL DA BÍBLIA

1 - Vários personagens do A.T mostram sua crença e confiança na ressurreição.

  1. Abraão acreditava - Gn 22.5; Hb 11.17-19.

  2. Jó declarou confiança no ato - Jó 19.25-27.

  3. Um dos filhos de Core - Sl 49.15.

  4. Isaias acreditava e profetizava a respeito - Is 26.19

  5. Daniel também declarou sua crença - Dn 12.2-3.

  6. Oséias fez o mesmo - Os 13.14.

2 - No Novo Testamento também houve vários personagens que abordaram sobre o assunto.

  1. O próprio Jesus ensinou - Jo 5.28-29; 6.39-40 44,54; Lc 14.13,14; 20.35,36.

  2. Ensinada pelos apóstolos e pais da igreja primitiva - At 4.2.

   c. Paulo pregou em Atenas, na Grécia sobre esse assunto e repetiu aos filipenses At 17.18; Fp 3.11. 1 Co 15.20. 1 Ts 4.14-16. Perante o governador Félix At 24.15.

    d. O apóstolo João relatou e ensinou sobre o assunto - Ap 20.4-6.

3 - Alguns exemplos de ressurreição literais da bíblia.

a) Antigo Testamento. O filho da mulher sunamita 2 Rs 4.32-37.

Quando um grupo de moabitas, para fugir de uma perseguição inimiga, lançou o seu morto na cova onde estava os restos mortais do profeta Elizeu - 2 Rs 13.20-21.0.

b) No Novo Testamento.

A filha de Jairo - Mt 9.24-25

O filho da viúva de Naim - Lc 7.13-15.

O amigo de Jesus, Lázaro - Jo 11.43-44.

O próprio Jesus venceu a morte e reviveu - Lc 24.6.

Corpos dos santos mortos anteriormente ressuscitaram e foram vistos em Jerusalém Mt 27.52-53. E o mais interessante que isso aconteceu depois da ressurreição de Jesus Cristo.

Posteriormente Pedro orou e o Senhor fez reviver a Dorcas At 9.37-40,41.

III -  TIPOS DE RESSURREIÇÃO

1 - Nacional.É em linguagem metafórica, a restauração e renovação do povo de Israel em termos políticos, materiais e espirituais (Dt 4.23-30; 28.62-64; Lv 26.14-25; Ez 11.17; 36.24,28; 37.21; Jr 24.6).

Terá o seu cumprimento cabal, na vinda pessoal do Messias, o Senhor Jesus (Zc 14.1-5).

 

2 - Espiritual. Também no seu sentido metafórico a um renascimento espiritual dos que, tendo estado mortos em delitos e pecados (Ef 2.1). Foram vivificados espiritualmente (Rm 6.4). Quanto ao sentido literal tange a ressurreição corporal. O aspecto físico diz respeito a ressurreição dos corpos levantados da sepultura, os quais sofreram uma metamorfose, isto é, uma transformação do físico para o espiritual - 1 Co 15.52; 1 Ts 4.17-17.

3 - Física.Esse tipo de ressurreição é distinguido sob dois ângulos: O temporal e o escatológico. No sentido temporal, temos o exemplo de pessoas que morreram, foram sepultadas, e pelo poder de Deus ressuscitou: Posteriormente, voltaram a morrer (2 Rs 4.32-37; Mt 9.24-25). No sentido escatológico, tanto os justos quantos os ímpios vão ressuscitar fisicamente. Os justos levantar-se-ão dos seus sepulcros na vinda do Senhor (1 Co 15.44-52; Jo 5.29). Os ímpios se levantarão, não com os santos, mas no fim de todas as coisas, no juízo final (Ap 20.11-15).

IV -  EXPLICAÇÃO SOBRE A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS E A DOS IMPIOS.

1 - Primeira Ressurreição

a - Quanto ao tempo. Divide-se em três fases distintas. A primeira fase refere-se a ressurreição de Cristo e de muitos santos do Antigo Testamento, identificados como as “primícias dos mortos’ (1 Co 15.20; Mt 27.52-53). Jesus e aqueles santos ressurretos são o primeiro molho de trigo colhido (Lv 23.10-12; 1 Co 15.23).

Jesus foi o grão de trigo que caiu na terra, morreu, e produziu muito fruto (Jo 12.24), isto é, aquele grupo de pessoas (Mt 27.52-53).

A segunda refere-se à ressurreição dos mortos em cristo na era neotestamentária, a qual se efetuará no chamamento especial por ocasião da volta do Senhor Jesus sobre as nuvens (1 Co 15.51-52; 1 Ts 4.14-17 - Essa ressurreição está relacionada a colheita geral;

A terceira fase da primeira ressurreição refere-se aqueles mortos no período da grande tribulação, os quais são chamados de “mártires da grande tribulação’. Refere-se ao restolho da ceifa, isto é: as respigas da colheita (Ap 6.9-11; 7.9-19; 14.1-5; 20.4-5).

b - A natureza dos corpos ressurretos. Não importa como os corpos foram sepultados, se em covas na terra, ou em fundo dos mares e rios, queimados. Na realidade os mesmos corpos mortos serão ressuscitados. Já no caso dos mortos em Cristo, seus corpos serão transformados (1 Co 15.35-38) - iguais ao corpo ressurreto de Cristo (Ap 3.21). 

 

2 - A Segunda Ressurreição

a - Quanto tempo. Já abordamos anteriormente que Jesus distinguiu as duas ressurreições: A DOS JUSTOS E A DOS IMPIOS (Jo 5.28-29). Alguns interpretes entendem a ressurreição dos mortos como um só evento, num mesmo tempo. Declaram que a única distinção é que “uns ressuscitam para a vida” e outros “para a perdição”. Essa teoria não pode nem merece crédito, pois no estudo mais cuidadoso percebemos que haverá um intervalo entre duas ressurreições (a dos justos e a dos ímpios) como já explica dentro desse assunto.

b - A Natureza dos Corpos Ressuscitados dos Ímpios. Quanto à ressurreição o processo será o mesmo que o dos justos. Seus corpos terão todas as partículas físicas reunidas e transformadas em corpos espirituais, mas sem qualquer glória. A semelhança dos justos no hades, as almas e espíritos se unirão aos seus corpos sepultados para serem julgados por suas obras (Ap 20.12; Dn 12.2). Nenhuma glória, nenhuma beleza, mas totalmente inglório, para que sejam prestadas as contas perante o supremo Juiz (Hb 4.13; 9.27; Rm 2.5,6.

c - O Estado Final dos Ímpios. Os ímpios ressuscitarão para uma “segunda morte’ não significa aniquilamento, mas banimento da presença de Deus (1 Ts 1.9). Esse banimento implica que todos os ímpios serão lançados em Geena, chamado “lago de fogo” (Mt 25.41,46) - Que arde continuamente com fogo inapagável. O tormento eterno (Ap 14.10,11).

V - CINCO ASPECTOS DA NATUREZA DA RESSURREIÇÃO

1 - Seletiva e não Discriminativa.Deus não seleciona raça, nação, tribo ou classe social para a salvação. Porém, a ressurreição será seletiva em relação aos que fazem parte da primeira e os da segunda, ou seja, ela será seletiva quanto ao modo como se processará.

2 - A Ressurreição será Universal.Porque os justos e injustos hão de ressuscitar (Jo 5.28,29; At 21.14,15). A bíblia descreve esse fato como a “ressurreição dos mortos” que tem um caráter geral.

3 - A Ressurreição na sua Duplicidade.(Será dupla) - porque se trata da distribuição dos justos e dos ímpios (Jo 5.29; Dn 12.2; Ap 20.13-15). Os justos participarão da primeira ressurreição. Os ímpios por sua vez participarão da segunda ressurreição (Ap 20.13-15).

4 - A Ressurreição Literal e corporal. Jesus ressuscitou corporalmente, por isso, o seu corpo ressurreto, mesmo estando revestido de espiritualidade, podia ser tocado e visto (Lc 24.39; At 1.9-11). Quando a bíblia fala de “corpo espiritual” não anula a realidade da ressurreição de um corpo material, porque o mesmo será revestido de um corpo espiritual (1 Co 15.42).

 

5 - A Ressurreição é Obra da Trindade Divina. Há uma relação triuna na obra da ressurreição. Há textos bíblicos que atribuem à ressurreição a Deus, sem especificar qual a pessoa da trindade (Mt 22.29; 1 Co 1.9). Algumas vezes a obra da ressurreição é atribuída ao filho Jesus (Jo 5.21-25,28,29; 6.38-40,44,54; 1 Ts 4.16). Outras vezes, temos a mesma obra atribuída ao Espírito santo (Rm 8.11). Não há divisão, nem competição entre as três pessoas da trindade.





Aula 8 - Sinais da Vinda de Cristo 

I – RELAÇÃO DE SINAIS NA BÍBLIA

1 - Sinais precedidos por Deus desde a criação de todas as coisas. Gênesis 1.14 - muitos acontecimentos relatados na bíblia estão precedidos por sinais, como:

  • Deus pôs um sinal em Caim Gn 4.15.

  • Houve um sinal de aliança de Deus com os homens nos dias de Noé - Gn 9.12-13.

  • Deus ao encorajar Moisés, usa sinais - Ex 4.8.

  • O fogo consome duzentos e cinquenta homens que se opõem a Moisés, sendo assim como um sinal em que Deus estava com Moisés - Nm 26.10.

  • Doze pedras foram por sinal em que Deus fez Josué e todo o seu povo passar o Jordão de pé enxuto - Js 4.6.

  • Gideão pede um sinal - Jz 6.17. 

  • Sinal na profecia contra a casa de Elias -  Sm 2.34

  • Na profecia do nascimento de Josias, houve um sinal quando o profeta predisse - 1 Rs 13.3.

  • Isaias fala de um sinal para o nascimento de Cristo - Is 7.14.

  • Sinal de castigo nos dias de Jeremias - Jr 44.9.

  • Ezequiel, um profeta enviado por Deus a casa de Israel por sinal - Ez 12.6.

  • Até o rei Nabucodonozor reconheceu sinais de Deus - Dn 4.2,3.

  • JESUS enfatiza o sinal do profeta Jonas no ventre do peixe, semelhante ao estado do seu corpo físico entre a sua morte e ressurreição - Mt 12.39.

  • Haverá sinais para os que crerem no nome de Jesus - Mc 16.17.

  • Os discípulos indagam a respeito da vinda de Cristo e do fim do mundo, e o mestre Jesus responde relatando sobre os sinais - Mt 24.3.

 





II -   CATEGORIAS DE SINAIS QUE PRECEDERÃO A VINDA DE CRISTO.

  1. Sinal Histórico - No ano 70 d.C. O general Tito com seus exércitos entrou em Jerusalém e destruiu tudo, inclusive o templo.de fato, não ficou pedra sobre pedra. Mt 24.1,2.

  2. Sinais Atuais - Principio de dores - A angustia na terra - Mt 24.8; Lc 21.25.

  3. Sinal em Cima no Céu. Espanto, fumaça, fofo, trevas, sangue. At 2.19; Jl 2.30,31; Lc 21.11.

  4. Sinais na Terra- O véu do templo se rasga - Mt 2.6,7, terremotos - rumores de guerras. Os mortos ressuscitam. Mt 27.51; At 2.19; Fumaça, sangue, fogo. Lc 21.11,12.

  5. Sinais na Vida Religiosa - Falsos cristãos - tomentos, mortes, ódio, por causa do nome de Cristo. Mt 24.5,9,10.

  6. Esfriamento do amor a Cristo. Lc 1.12; Ap 6.9-11. Falsos profetas Mt 24.11.

  7. Sinais na Vida Social - Os povos desaparecidos comprometidos mais com os prazeres terrenos Lc 17:26-28. Mt 24.37,38.

  8. Ricos opressores prantearão e chorarão as suas riquezas - escândalos, traição, aborrecimentos Tg 5.1-6; Mt 21.10.

  9. Sinal Entre as Nações - Nação contra nação e reino contra reino Mt 24.7.

  10.  Sinal na Vida Física. Pestes, fomes, princípios de dores Mt 24.7,8.

  11.  Sinais na Vida Moral - Corrupção e degradação do gênero humano como nunca visto. Violência, pornografia, ameaças ao casamento. Lc 17.28-30; 2 Tm 3.1-9; 1 Tm 4.3.

  12.  Sinal entre o povo de Deus - Esfriamento espiritual acompanhado da apostasia - Comodismo, egolatrismo espiritual - Distorções doutrinárias, etc.

  13.  O ÚLTIMO SINAL - O evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho as todas as gentes, então virá o fim. Mt 24.13,14.

III - EM DESTAQUE, DOIS SINAIS CONCRETOS DA VINDA DO SENHOR INDICADOS EM MT 24.7 E EM LC 21.11

1 - A Possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial.Os poderes químicos, bélicos e atômicos de algumas nações, são assustadores. Antes de uma catástrofe mundial, certamente o Senhor virá e arrebatará a sua igreja.

2 - A Produção de alimentos está comprometida.Por causa de alimentos químicos e outros, em decorrência da ganância e da falta de temor a Deus. Só no século 20 a estatística mundial apresenta mais de 6.500 terremotos que muito tem contribuído para a falta de alimentos.



AULA 9 O Relógio Escatológico 


  1. Israel é o eixo central do programa escatológico divino.

  2. Predição sobre a dispersão de Israel Lv 26.33,36, 37.

  3. As promessas de Deus ao pai da nação israelita, Abraão. Gn 12.1,2, 7; 17.8.

  4. Deus continua fiel as suas promessas Dt 7.9; 32.9-11; Sl 89.1.

  5. Predição da volta de Israel à sua terra Jr 24.6; Ez 36.24,28.

  6. A promessa de restauração material e espiritual de Israel Am 9.14,15; Jl 2.28-32; Ez 34.27,28.

  7. A restauração de Israel no “dia da angustia de Jacó” Ez 37.21-28; jr 30.9; Ez 34.23; 5.3,5.

  8. E disse-lhe uma parábola: “Olha para a figueira e para todas as árvores. Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está o verão” Lc 21.27,30.

I -  DISPERSÃO E REGRESSO DE ISRAEL.

Dispersão em agosto de 586 a.C. Nabucodonozor, rei da Babilônia, destruiu Jerusalém e o templo com fogo e exilou o povo na Babilônia, lembrando que o mesmo já havia levado uma boa parte dos judeus cativos. 2 Rs 24.20: 25.21: Jr 32.24. A partir dessa data (586) é que se contam os setenta anos de cativeiro de Israel na Babilônia.

REGRESSO - O retorno se deu pelo edito de Ciro (Ez 1.1-4) e Artaxexes (Ed 7) e foi considerado os setentas anos só depois da construção e dedicação do templo em (516 a.C). Segundo alguns estudiosos este acontecimento tem alguma relação com as setentas semanas de Daniel (Dn 9.24). Pois ainda veem um cumprimento parcial pelo estabelecimento do estado moderno de Israel, em 1948. Sendo assim, nesse âmbito a profecia terá finalmente o seu cumprimento no reino milenial.

II -  DUAS REUNIÕES IMPORTANTES NA TERRA DE ISRAEL.

1 - A Primeira. Diz respeito ao sentimento de volta ao lar que tiveram todos os israelitas dispersos pelas nações. Esse sentimento se tornou forte com o movimento sionista iniciado em 1897 por Teodoro Herzl. Pouco a pouco, sistematicamente, o povo começou a voltar. Não era simplesmente um sentimento de homem ou de um povo, e, sim, um impulso do Espírito de Deus na mente e no coração de cada judeu disperso, cumprimento da palavra de Deus (Jr 24.6; Ez 36.24-28). Em 1948, Israel já estava bem instalado na Palestina e a sua proclamação pela ONU como Estado foi o clímax da efetivação da promessa divina quanto ao seu retorno.

2 - A Segunda.Acontecerá no futuro próximo por ocasião da “angustia de Jacó”, conhecida como a grande tribulação (Ap 16.12-21). Esse evento será terrível para Israel e estará mobilizado para a grande batalha do Armagedom. Os governantes da terra estarão reunidos com seus exércitos e armas destrutivas para o maior combate já registrado no cenário da história humana. Talvez seja a terceira guerra mundial, haja vista que se acontecer pelo domínio do próprio homem, não sobrará ninguém nem que seja para contar a história, devido à evolução cientifica e tecnológica, mas nesse dia Cristo assumirá o comando e lutará por Israel.

III -  A DESTRUIÇÃO PROGRESSIVA DO POVO DO NORTE

1 - Os textos de Ezequiel 38-39 e Jl 2.20 tratam a respeito da profecia bíblica sobre um bloco de nações ao norte de Israel.

Por causa das etnias dos povos que habitam aquela região vários nomes geográficos podem ser identificados.

Magogue, Meseque, e Tubal - Regiões ocupadas pelos antigos citas e tártaros, as quais hoje correspondem à Rússia. O nome Meseque converteu-se em Moscou mou Moskua. (Ez 38.2,3)

TUBAL - É moderna cidade Russa de tobolsk em (Ez 38.2). Temos a palavra “chefe” tradução do termo rosh, dando ideia do nome Rússia.

NAS NAÇÕES ALIADAS - Gômer, Togarma, (Ez 38.6) Gômer veio a ser Germânia (atual Alemanha) e Togarma corresponde a Armênia e a Turquia. Em (Ez 38.5). Destacam-se os Persas, os Etíopes e Pute. Hoje os Persas são o Irã, Os Etíopes a Etiópia e, Pute a Líbia.

 2 - Queda e Ressurgimento da Confederação do Norte

É bom entendermos que a queda da União Soviética não significa que a profecia tenha perdida a validade. Na verdade, essa potência mundial está se levantando e mostrando sua força, quando se esforça para participar das conversações de paz entre Israel e os países árabes, as quais ela sempre apoiou. Ela perdeu o seu poder sobre o aludido bloco das nações, e alguns estudiosos interpretam essa queda como algo para acontecer em plenitude no futuro. Parte dessa profecia já começou a ter o seu cumprimento porque a Rússia caiu como potência econômica.

 3 - A Confederação do Norte Combaterá a Besta na Grande Tribulação.

Segundo a profecia estudada, o líder de Gogue, colocará seus exércitos contra a autoridade da besta, ou seja, o anticristo (Ez 38.2-6). Gogue chefe da terra invadirá a terra de Israel nos últimos dias (Ez 38.8-16) - provavelmente no período da grande tribulação. Os motivos principais para a invasão do “rei do Note” estão expostos em (Ez 38.11,12). A ideia de “tomar o despojo e arrebatar a presa” não é difícil entender pelo fato de a antiga União Soviética ter perdido seus principais intelectuais e cientistas (na maioria judeus), os quais retornaram para Israel. Diz a bíblia que esse invasor será destruído pela internação divina (Ez 38.20). Nos montes de Israel (Ez 39.4). Não tem nada a ver com a batalha do Armagedom e a guerra no início da “semana profética” de Daniel (Dn 9.27). A batalha do Armagedom se dará no final da “semana” e o seu líder será o anticristo (Zc 12.3).

 IV -  RESSURGIMENTO DO ANTIGO IMPÉRIO ROMANO

Textos Dn 2.33,34, 44; 9.24-27; 7.7,8 24,25; Ap 13.3,7, 17; 12,13. Relativos à profecia sobre uma confederação de nações formadas na área geográfica do antigo império Romano.

1 - O Sentido Duplo da Interpretação.

Essa profecia, numa parte refere-se literalmente aquelas nações adjacentes ao mediterrâneo, as quais formavam o núcleo do império romano e, na outra parte, figuradamente referem-se apenas as características daquele império. Tal como existiu o império Romano, também, se levantará um da mesma forma dentro da realidade atual.

 2- A União europeia, Uma Sombra do Antigo Império Romano.

Especula-se muito sobre a atual União Europeia como um retrato dessa confederação profetizada. Não temos base consistente na bíblia para afirmar positivamente. Mas não podemos evitar o fato de que as características dessa confederação profetizada (Dn 2.33,34, 44), conferem com a profecia de Daniel. É perigo fazer suposições e estabelecê-las como fatos. Por isso, o aconselhável é ficarmos dentro dos limites impostos pela profecia bíblica. Até porque a evidência dos sinais da vinda do Senhor JESUS em nossos dias é fortalecida pela certeza profética e do seu cumprimento.

 Sem Dúvida, Israel é a Figueira Brotando.











Aula 10 - O Arrebatamento - parte 1 

I – DEFINIÇÃO Referências           1 Ts 4.13-18; Jo 14.3.

No português vem do verbo “arrebatar”, no latim “raptar” da palavra “raptus”, ambas significa tirar com força. No grego vem do verbo “harpazo” significa rapidez, algo repentino, e encontramos várias palavras relativas ao arrebatamento, mas destacaremos duas palavras principais:

  1. Parousia: Literalmente quer dizer “presença”, “chegada rápida”, “visita”. Ocorre 24 vezes. O seu sentido abrange tanto a vinda de Cristo até ou sobre as nuvens, como também pode referir-se a vinda de Cristo pessoa a terra, 1 Co 15.23; 1 Ts 2.19; 4.13; 5.23; 2 Ts 2.1; Tg 5.7,8.

  2. Epiphanéia: Literalmente significa “manifestação”, “vir a luz”, “resplandecer” ou “brilhar”, enquanto “parousia”, abrange a volta de Cristo tanto a igreja a ao mundo, o termo “epiphanéia” já tem um sentido mais especifico a volta pessoal e gloriosa de Cristo a terra 1 Ts 2.8; 1 Tm 6.14; 2 Tm 4.6-8.

II -A SEGUNDA VOLTA DE CRISTO EM DUAS ETAPAS DISTINTAS.

1° Etapa.

Cristo virá até ou sobre as nuvens (1 Ts 4.17) - será de modo invisível para a terra, porque virá para os seus santos nos ares.

Nessa primeira etapa Cristo virá com poder e voz de arcanjo e arrebatará, num abrir e fechar de olhos a sua igreja redimida pelo sangue (1 Co 15.52).

2ª Etapa.

Essa etapa terá o seu cumprimento no final dos sete anos da grande tribulação, onde Cristo virá visível, quando irá destruir o domínio do anticristo e instalar seu reino de mil anos (Ap 19.11: 20.1-6).

É nessa etapa que entra o termo “epiphanéia” denotando a volta pessoal e visível ao mundo rodeado de exércitos no monte das oliveiras (Zc 14.3, 4; Ap 1.6,7).



Aula 11 - O Arrebatamento - parte 2 

III - QUEM PARTICIPARÁ DO ARREBATAMENTO.

O texto de (1 Ts 4.13 ss) nos dar um resumo geral dos participantes do arrebatamento da igreja.

 1 - O Próprio Senhor Jesus Cristo.

Porque o mesmo Senhor... Descerá do céu” (1 Ts 4.16). Essa expressão (o mesmo Senhor) dada pelo apóstolo Paulo talvez seja para dar ênfase ao Senhorio de Cristo conquistado no calvário. Também quer dizer que o próprio Senhor dará ordem aos vivos e mortos em Cristo.

2 - O Arcanjo

Do grego (apxayyelo, arkhangelos, principal entre os anjos).

Nas escrituras ocorre somente duas vezes (1 Ts 4.16; Jd 9). Miguel é o único arcanjo mencionado na bíblia, e suas atividades são: Comandante de um exército celestial (Ap 12.7). E príncipe da nação israelita (Dn 10.13,21; 12.1). Nessa última referência Daniel indica que o Arcanjo Miguel participará do evento da segunda vinda de Cristo, mui especialmente da “epiphanéia” quando Cristo, rodeado de exércitos celestiais, descerá sobre a terra no monte das oliveiras (Zc 14.3,4; Ap 1.6,7).

Obs.: Os livros apócrifos mencionam supostos companheiros de Miguel, subentendendo-se como de iguais classe e funções: Uriel, Raguel, Zariel e Gabriel. Este último é citado também pelos canônicos, embora apenas com a designação de “anjo” (Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19,26).

3 - Os Mortos em Cristo

A palavra “mortos” diz respeito aos santos que ressuscitaram com corpos transformados em corpo espiritual (soma pneumatikon). Já os corpos dos ímpios permanecerão em suas sepulturas até o juízo final (Ap 20.12). Do mesmo modo que Deus trouxe Jesus dentre os mortos, o Senhor fará isso com os que antes de participarem creram em Jesus e foram salvos (Rm 10.9).

 

4 - Os Vivos Preparados

Os corpos mortais dos vivos serão revestidos de imortalidade, porque nada terreno ou mortal poderá entrar na presença de Deus. Será o poder do Espírito sobre a matéria, isto é, do incorruptível sobre o corruptível (1 Co 15.53-54).

 

5 - Teorias divergentes acerca do arrebatamento

Apresentaremos aqui algumas teorias existentes, porém destacaremos a que mais se harmoniza com a bíblia sem contrastes:

 

 

 

 

 

6 - Após o arrebatamento da igreja, ocorrerá o tribunal de Cristo, enquanto na terra se processará o período de 7 anos (chamado de grande tribulação).



Aula 12 - O Tribunal de Cristo 

O tribunal de Cristo será a concessão de prêmios (galardão) aos vencedores deste mundo tenebroso. (2 Co 5.10).

 

I - JULGAMENTO ESCATOLÓGICO NA BÍBLIA, ALÉM DO TRIBUNAL DE CRISTO.

TIPOS DE JULGAMENTO.



1 - Auto-Análise.

1 Co 3.9-16

9 Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavouras de Deus e edifícios de Deus.

10 Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.

11 Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

12 E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,

13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um.

14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão.

15 Se a obra de alguém se queimar sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo.

16 Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?

 

2 - Arquitetura Ilustrada.

 

 3 - O sentido claro da palavra tribunal.

Duas palavras distintas na língua original, (grego).

A - Criterion.

Tg 2.6 e 1 Co 6.2-4. Esse termo significa “instrumento ou meio para provar ou julgar qualquer coisa”, ou seja, “ A regra pela qual alguém julga”, ou “o lugar onde se faz juízo”, o tribunal de um juiz ou de juízes.

 

B - BIMÁ.

2 CO 5.10; Ne 8.4. Significa uma “plataforma ou um banco de assento onde o juiz julga”. Havia naqueles tempos tribunais militares; e também, o tribunal (bimá ou assento) da recompensa, especialmente usados nos jogos gregos de Atenas. Os atletas vencedores eram julgados perante o juiz da arena e galardoados por suas vitórias.

 

II -  O TRIBUNAL DE CRISTO E OS SEUS ASPECTOS GERAIS

1 - Propósito - Manifestar as obras praticadas pelo cristão e coloca-las a prova de fogo, para que se identifique os materiais mediante os quais praticamos nossas obras.

 

2 - O Tempo - Se dará por ocasião de um tempo espacial após o arrebatamento da igreja.

 

3 - Lugar - Inevitavelmente nas regiões celestiais.

 

4 - Os Julgados - Os santos remidos. Não haverá lugar nesse tribunal para julgamento condenatório. (2 Co 5.1-10).

 

5 - Juíz- Certamente o próprio filho de Deus, que foi exaltado depois da sua conquista no calvário, pois recebeu do pai toda autoridade e poder para julgar (Mt 28.18).

 

III – GRÁFICO - Mostrando as coroas cristãs no novo testamento, como recompensas.

1 Co 9.24-25 - O apóstolo Paulo usa uma linguagem especial dos tempos do primeiro século da era cristã relativa ao tipo de galardão que os vencedores das olimpíadas gregas e romanas recebiam como prêmio. Ainda disse o apóstolo dos gentios... “Todo crente receberá o seu louvor (elogio) da parte de Deus” (1 Co 4.3).

 





IV - DEPOIS DO TRIBUNAL DE CRISTO VIRÁ AS BODAS DO CORDEIRO

Estaremos abordando um pouco sobre esse assunto.

Texto base Mt 22.2-14.

2 O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.

3 Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir.

4 Depois enviou outros servos, ordenando: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas.

5 Eles, porém, não fazendo caso, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio;

6  e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7 Mas o rei encolerizou-se; e enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8 Então disse aos seus servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.

9 Ide, pois, pelas encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas.

10 E saíram àqueles servos pelos caminhos, e ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e encheu-se de convivas a sala nupcial.

11 Mas, quando o rei entrou para ver os convivas, viu ali um homem que não trajava veste nupcial;

12 e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui, sem teres veste nupcial? Ele, porém, emudeceu.

13 Ordenou então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.

14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

 





V - PRINCIPAIS ASSUNTOS DA PARÁBOLA DAS BODAS DO CORDEIRO.

A ceia das bodas do Cordeiro é a expressão máxima da relação entre Cristo e a igreja. É a figura do casamento, do esposo, e a esposa, que aparece na bíblia em várias passagens (Jo 3.29; 2 Co 11.2; Ef 5.25-33; Ap 19.7,8; Ap 21.1; 22.7).










Aula 13 - A Grande Tribulação 

I – DEFINIÇÃO E SENTIDO DA PALAVRA

No grego “Thilipsis” significa “colocar uma guerra sobre o espírito das pessoas”. Na tradução vulgata latina, é “Tribulum” se refere a uma espécie de grade para debulhar o trigo. Ou seja: Instrumento que o lavrador usa para separar trigo da sua palha. A ideia aqui, é figurada que é o mesmo que afligir, pressionar.

Sentido técnico: Fala da provocação ou sofrimento que o indivíduo enfrenta.

Sentido não técnico: Se refere ao período de sete anos que se seguirá após o arrebatamento da igreja.

Jesus afirma ser a grande tribulação, a maior aflição desde o princípio do mundo, e não haverá semelhança, quer dizer, será uma aflição indescritível, (que não se pode descrever igual Mt 24.24).

II - A GRANDE TRIBULAÇÃO DENOMINADA NA BÍBLIA.

1 - Dia do Senhor - Sf 1.14.

2 - Dia da Angústia de Jacó - Jr 30.7. A palavra “angústia” no hebraico é: “Tsará” significa necessidade e esposa rival. Este termo evoca as contendas que havia entre Penina e Ana, que levaram está a uma aflição quase que indescritível (1 Sm 1.15.

3 - Ira do Cordeiro. Ap 6.15-17.

III -  OBJETIVOS DA GRANDE TRIBULAÇÃO.

1 - Levar os homens a se arrependerem dos seus pecados. (Israel e gentios) Ap 16.11; Jr 30.7.

2 - Destruir o império do anticristo. Ap 16.10. 

3 - Desestabilizar o atual sistema mundial - Dn 2.34-35.

4 - Implantar o reino de nosso Senhor Jesus cristo - Dn 2.24.

IV -  AS SETENTAS SEMANAS DE DANIEL E A GRANDE TRIBULAÇÃO.

Desde que Nabucodonozor invadiu Judá e levou o povo acorrentado, a cidade de Jerusalém ficou prostrado em ruínas e o monte santo abandonado. Até parecia que aquelas promessas que Deus fez a Abraão, Jacó, Davi, e na verdade toda a nação, haviam sido esquecidas.

Quando os Judeus olhavam das margens do rio tigre para Jerusalém, choravam. Como quem diz: Será que um dia voltaremos para a nossa terra natal? Será que a gloria do Senhor, habitará novamente no templo? No futuro Deus ainda remirá o seu povo? Compreendemos tudo isso na revelação feita a Daniel sobre “às setenta semanas” (Dn 9.24-27). Com essa base entendemos que as promessas feitas por Deus ao seu povo escolhido serão cumpridas e que Deus reinará no trono de Davi sobre um Israel restaurado.

1 – Esboço da Setenta Semanas

  1. No final de um período das “setenta semanas”, Israel terá se arrependido totalmente da sua desobediência a Deus. A nação viverá para sempre em retidão (Dn 9.24).

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. (Dn 9.24)

  1. Há 69 “Semanas” Entre o tempo da ordem para a reconstrução de Jerusalém até o tempo da revelação do messias, compreendendo um período de 62 “semanas” (v. 5). Esta ordem foi expedida em 444 a.C. por Artaxerxes.

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. (Dn 9.25)

  1. Depois das 62 “Semanas” (ou das 69 “semanas totais). O messias seria morto e Jerusalém seria destruída (v. 26). Esta destruição não terminará até o fim da septuagésima semana.

E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. (Dn 9.26)  

A Última “Semana” se iniciará quando. “Um príncipe que que há de vir” faz uma aliança. Então, no meio da septuagésima “semana” ele romperá esta aliança e trará desolações (v, 27). Foi esta a desolação tão severa que jesus se referiu (Mt 24.21).

 

2 – Contando as Semanas

Cada “semana” é vista como um período de sete anos. (Lv 25.8; Nm 14.34; Ez 4.6).

Os anos são contados segundo o calendário lunar adotado pelos judeus, compostos de 360 dias. Fazendo-se os reajustes necessários de compatibilizarão das datas com o calendário gregoriano, chegamos a um período de 476 anos para as 69 “semanas”. Portanto, partindo do decreto de Artarxexes em 445 - 444 a.C., chegamos a data de 32 - 33 d.C. O tempo do ministério de ensino, pregação e cura de Jesus, finalizado pela sua entrada triunfal em Jerusalém e sua crucificação. A septuagésima “semana” começará no fim da era da igreja, momento chamado de “arrebatamento”.

3 - Sintetizando a contagem

V - EVENTOS ESCATOLÓGICOS DA GRANDE TRIBULAÇÃO QUE PRECEDEM A VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO
Textos. Ap 6.2-27; 8; 9.21; 11.15-19; 15.1; 16-17; 19.11-21.3.



 

VI -  A GRANDE TRIBULAÇÃO CONSIDERADA

 









Aula 14 - Batalha do Armagedom e Eventos Finais 

Dn 11.4; Ez 38.9; Jl 3.2; Zc 12.2; 14.2; Mt 24.27-30 “Porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim, de ajuntá-los para a peleja do grande dia de deus, Todo-Poderoso... Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom (Ap 14.14-16).

I - BIBLICAMENTE “ARMAGEDOM” SIGNIFICA “grande colheita”, Esdrelom, localizado entre o mar da Galileia e o monte Carmelo, e, também é conhecido como “o vale da decisão” (Jl 3.2,9-14).

Obs.: Este dia é conhecido na bíblia como o julgamento das nações (Jl 3.3; Mt 25.31-40.

1 - 300 Quilômetros de Sangue.

Ajuntando todos estes versículos mencionados acima, chegamos à conclusão que: A batalha do Armagedom cobre toda a região. Ela começa nas planícies de Megido no Norte, descendo através do vale de Josafá, incluindo a terra, de Edom, no Sul e Leste, e Jerusalém.

Em Ap 14.19, lemos sobre o Armagedom: Então o anjo meteu a sua foice à terra, e vindimou as uvas da vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até os freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios.

Seiscentos estádios são equivalentes a 300 quilômetros. Veja o mapa “os reinos de Israel e Judá” no território do reino de Israel você descobrirá que da parte do Norte de Israel até a parte Sul se atingem aproximadamente 300 Quilômetros.

II - A SEQUÊNCIA DOS EVENTOS FINAIS. Dn 4; Ez 38.9; Jl 3.2; Zc 12.2; 14.2; Mt 24.27-30; Ap 16.14-16.

1 - AÇÃO SATÂNICA.

a - Satanás tentará exterminar o povo judeu no final da grande tribulação (Dn 11.40 - Zc 12:3 - Ap 12:6).

b - Três espíritos de demônios que operarão sinais levarão as nações do mundo para o Armagedom (Ap 16.14,16).

c - A Nação do Norte. Provavelmente a Rússia. A Rússia tentará se tornar uma superpotência militar novamente, conquistando o Golfo Pérsico. Os fundamentalistas radicais islâmicos se ajuntarão a eles num esforço para mudarem os judeus para o mar mediterrâneo.

d - A Aliança Russo-Àrabe. Após essa aliança eles se retirarão para a planície de megido.Que é o armagedom.

e - A Nação do Sul. Provavelmente é o Egito, que se juntará com uma força militar Pan-islâmica em direção a Israel para a terra santa.

Obs.: As nações Norte e Sul (Rússia - Egito) estarão aliados com as nações Árabes e os Estados (países) confederados da Europa procurarão levar o governo mundial do anticristo para Jerusalém (terra santa).     

2 - AÇÃO DIVINA.

O texto de Zacarias 14.3,4, indica a intervenção divina sobre os montes das Oliveiras em Israel.

O texto de Joel 3.2, 12, fala do vale de Josafá identificado com Cedrom, localizado em Jerusalém e o monte das Oliveiras, o lugar exato onde Cristo subiu ao céu.

Nesse mesmo lugar haverá o encontro de Cristo com as nações inimigas de Israel, onde o Senhor o abaterá, (Jd vv, 14,15).

3 - OBJETIVOS DA AÇÃO DIVINA

a - Punir os Ímpios Jd vv,14,15.

b - Socorrer Israel Zc 14.1-4 - Levar a Israel a Conversão Zc 12.7-10.                   

c - Derrota do anticristo

d - Prisão de Satanás

e - Ressuscitar os que morreram durante a grande tribulação  por não aceitar o sinal da besta.

f - Lançar o anticristo e o falso profeta no lago de fogo

g - Implantar o reino milenial. 







Aula 15 - O Milênio 

Ez 47.13-23 / Zc 14.9 - O milênio se refere ao reinado de mil anos de Cristo, Is 2.4; 11.6-10; Mq 4.3,4; Ap 20.1-7 - encontrado em Ap 20. Muitas passagens do Antigo Testamento também apontam para uma época durante a qual o rei davídico irá reinar sobre todas as nações do mundo.

I - GRÁFICO MOTRANDO O REINO DO MESSIAS.

1 - O QUE É?

Embora o termo não consta na bíblia, mas a expressão corresponde a “mil anos”. É uma doutrina essencialmente bíblica e consistentemente teológica.

2 - QUANDO SERÁ?

Após o arrebatamento e a grande tribulação.

3 - QUEM ESTARÁ NA TERRA?

Israel e os gentios que escaparem com vida depois da batalha do Armagedon.

4 - OBJETIVOS?

Exaltar a cristo e manifestar o reino de Deus.   

Mostrar que o mundo pode ser bem administrado.

Provar que os reinos deste mundo pertencem a Cristo.

5 - COMO SERÁ?

Efusão do espírito e conhecimento da palavra.

Tempo de paz, saúde, segurança e prosperidade.

Recuperação ecológica da terra.

Israel estará seguro e de posse do território prometido.

6 – O QUE ACONTECERÁ COM:

O CRISTIANISMO - Será a religião universal (Is 45.22-25; Zc 13.2).

JERUSALÉM - Será reconhecida como a capital do mundo (1 Sm 7.16; Sl 2.7,8).

A IGREJA - Estará com cristo regendo o mundo como sacerdotes de Deus e de Cristo (Ap 20.6; 2.26,27).

Obs.: A igreja e os doze apóstolos estarão governando no período do milênio - Ap 20.4-6: Ap 3.21,22: Lc 22.30. Pois em Ap 20.4-6 aparecem dois grupos de pessoas, embora se trate da igreja universal de Cristo.



 16 - O Julgamento Final 

Dn 12.1-3; Mt 25.31-4; At 17.3; Rm 2.16; 2 Tm 4.1; 1 Pe 4.5; Ap 20.4-15.

I – DEFINIÇÃO

O julgamento final é a sessão judicial que terá lugar na consumação de todas as coisas temporais que, conduzido pelo Todo-poderoso, retribuirá a cada criatura moral o que esta tiver cometido através do corpo durante a sua vida terrena.

1 - COMO SE DARÁ?

Satanás é solto “durante pouco tempo” no final do milênio e enganará as nações e ataca Jerusalém (Ap 20.7-9).

2 - INTERVENÇÃO DIVINA

O fogo vindo de Deus devora satanás e as nações. Satanás é jogado no lago de fogo (Ap 20.9-10).

3 - ONDE SERÁ?

Certamente no espaço, pois em Ap 20.11 nos diz que diante do trono branco o céu e a terra figiu. Obs.: Isto é um ponto de vista nosso.

4 - QUEM SERÁ JULGADO? Todos os ímpios (Ap 20.11-15).

5- OBJETIVOS:

Mostrar que a justiça de Deus deve ser observada.

Punir os que rejeitaram a cristo.

Destruir a personificação do mal.

Obs.: E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo (Ap 20.11-15).



17 - A Nova Jerusalém 


Is caps. 65-66; 1 Pe 3.13; Ap 21.9-27.

I – DEFINIÇÃO

Conhecida como a Jerusalém celeste. Lugar onde Deus preparou para que estejamos eternamente como ele (Jo 14.1-4).

1 - Sua Localização: Cubo perfeito numa alusão ao santo dos santos do tabernáculo. 12 mil estádios Ap 21.16: Equivale 2.260 Km2. Isso na medida ou compreensão terrena, pois na divina será indescritível.

2 - Seu Aspecto: Também sua beleza é indescritível só temos uma noção em Ap 21.9-15, na visão de João, o apóstolo.

3 - Quem Morará? Todos os salvos de todas as épocas. Aleluia!



























 
 
 








 




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