Assim diz o Senhor:

A ti, pois, ó filho do homem, eu te constituí por Atalaia sobre a casa de Israel;
portanto ouve da minha boca a palavra, e da minha parte dá-lhes aviso.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

teologia pastoral 8 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

teologia pastoral

8 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

7º) O PASTOR E SUAS MUITAS OCUPAÇÕES:

O serviço pastoral compreende vários aspectos do ponto de vista pratico, pois ao pastor como anjo da igreja cabe a responsabilidade de liderar e orientar o rebanho de Deus.

1- A PREGAÇAO E O ENSINO

pregar e ensinar constitui a base do serviço pastoral, considerando que o ministério de Jesus e da igreja primitiva se fundamentou nessa premissa, cabe a nós seguirmos o exemplo.

2- VISITAÇÃO

O pastor não desenvolve seu ministério somente no púlpito, mas também nas casas, visto que alem dos problemas que surgem nas famílias, há os enfermos que precisam do ministro para orar por eles, Tg 5.13-20. Ainda que haja uma boa equipe de visitas há casos que é necessário a presença do pastor.

3-ACONSELHAMENTO

Malaquias 2.7 diz que do sacerdote se busca a lei. O aconselhamento é uma atividade indispensável no ministério, é uma ocupação que alcança desde a criança ao ancião. E não poucas vezes o ministro é chamado para aconselhar pessoas de fora da igreja. Os cuidados que deve ter nessa atividade é não tomar partido quando o aconselhamento é necessário por causa de atritos, outra coisa que o ministro deve cuidar quando a pessoa aconselhada for do sexo oposto e possa ver no conselheiro a pessoa ideal. Esse trabalho deve ser feito sempre acompanhado da esposa, ou quando não de uma pessoa, irmão, responsável.

4- DISCIPLINA

Essa é uma parte difícil para a vida do ministro, porém indispensável para o bom andamento da obra de Deus. A disciplina tem o objetivo de edificar 2Co 13.2,3,10. Preservar a sã doutrina, 1Tm 1.3-5; Tt 1.13,14. Repreender os que pecarem, 1Co 5.3-5; 1Tm 5.20; 2 Tm 4.2. Amor, imparcialidade, prudência e justiça devem reger o coração do ministro quando tiver de executar uma disciplina.

5- A ADMINISTRAÇÃO

A administração espiritual e material da igreja que lhe confiou.

A- A ADMINISTRAÇÃO ESPIRITUAL: Essa parte diz respeito as atividades espirituais da igreja abrangendo cultos, ordenanças, festas ,estudos bíblicos, louvor, etc. é claro que o pastor não faz tudo isso sozinho, porém ele organiza, supervisiona, designa pessoas para fazer o trabalho, de maneira que nenhum trabalho se faz sem o seu conhecimento.

B- A ADMINISTRAÇÃO DO SERVIÇO MATERIAL: Essa parte tem a ver com a organização jurídica da igreja, da Presidência, Tesouraria, Secretaria, Patrimônio.

Como também as compras de móveis e imóveis, construções, etc. é bom quando o pastor supervisiona essa parte, delegando tarefas a pessoas responsáveis e competentes para realizar esse trabalho. Isso poupa o pastor de muitas coisas.

6- O PASTOR E A ORDENAÇÃO DE OBREIROS

Quando o pastor tem que eleger novos colaboradores para a seara do Mestre é um privilegio, pois a obra do Senhor está crescendo e se faz necessários, mais trabalhadores para sua seara. Porém se houver descuido na seleção das pessoas que irão compor esse quadro, o pastor terá problemas sérios. Há duas perguntas básicas que se deve fazer para proceder esse trabalho: a igreja local necessita destes ministérios? E o indicado preenche os requisitos bíblicos? Respondida positivamente não há por que temer. A seguir vamos entender os termos com suas responsabilidades pertinentes, pois há pessoas que são separadas ao que não sabem o que significa. O termo Diácono já tem um texto na pagina nº8.

ANCIÃO, PRESBITERO E BISPO:

Com naturalidade se diz que era, o ancião para os judeus, o presbítero para os gregos e o bispo para os romanos. E de fato é assim, porém, a origem destes termos e sua desenvoltura aconteceram entre os povos antigos, e posteriormente foram adaptados a Igreja cristã.

A- A ORIGEM DESTES TERMOS:

Estes termos como já dissemos não tem a sua origem na Igreja cristã, eles foram adaptados da história para a Igreja.

- Ancião era uma designação para os magistrados, eram eleitos os mais experientes, os mais respeitados, que exerciam influência nos governos das nações antigas.

- Esse costume de eleger os mais experientes como anciãos, foi adotado pelos hebreus ainda antes do êxodo, ( ÊX 3.16,18; 4.29 ). Daí em diante os anciãos são encontrados como os representantes do povo, ( JS 20.4 ).

- Os anciãos eram homens honrados pelo povo, ( 1º SM 15.30 ).

- Os anciãos eram autoridades junto aos reis, ( 2º SM 3.17; 1º RS 8.1 ).

- Os anciãos foram assessores de Moisés, ( NM 11.16,24, 25).

- Eles tinham autoridade civil, mas no Novo Testamento decidiam junto com os sacerdotes coisas religiosas, ( MT 27.12,20; AT 23.14 ).

- Presbítero é um termo de origem grega, que também se traduz por ancião, (ou maior de idade) As pessoas de mais experiência, de maior dignidade, eram chamadas de: Ancião presbítero ou bispo.

B- PRESBITERO OU O ANCIÃO NO NOVO TESTAMENTO:

No período do Novo Testamento, o Sumo Sacerdote era o presidente do Sinédrio, o qual era o maior tribunal civil e religioso do povo de Israel. Uma organização semelhante foi adotada na Igreja cristã, o ancião do Antigo Testamento passou a ser o ancião ou presbítero do Novo Testamento

- Com estas palavras, estão de acordo os textos de Paulo, ( AT 20.17,28; TT 1.5,7 ) em ambos os textos Paulo utiliza a linguagem, anciãos, presbíteros e bispos, dando a entender que o oficio era o mesmo, porém com termos diferentes.

- A palavra grega, presbítero era um termo político, usado pelos atenienses, para designar pessoas como superintendentes de negócios de dependência estrangeira.

- O primeiro a utilizar o termo presbítero para designar um oficial da Igreja foi Paulo, (AT 14.23; 20.28; FL 1.1; TT 1.7 ).

C--A HISTÓRIA DO PRESBITERO, DO ANCIÃO E DO BISPO NA IGREJA CRISTÃ:

- Nos países onde a literatura sofre a influência do catolicismo romano, o termo presbítero e ancião, foram traduzidos por padre e sacerdote.

- A igreja católica também dividiu em duas partes a atividade de presbítero ou ancião, para sacerdócio e bispado. Depois agregou ao termo bispo o prefixo arce, fazendo assim o título arcebispo, ou bispo superior.

- Presbítero superintendente e presbítero local: esse ensinamento foi levado pelos missionários ao mundo desde Genebra, no período do avivamento com Calvino, Knox e Zwinglio. Sob a doutrina de Calvino as ordenanças eclesiásticas de Genebra faziam distinção entre: Pastor presbítero, (docente, clérico) e presbítero regente e diáconos, (leigos). Assim se fazia diferença entre o clero e o leigo.

- Na Igreja primitiva o corpo ministerial era constituído de duas funções: Presbíteros e diáconos, visto que os próprios Apóstolos se consideravam anciãos com os demais. (1ª PD 5.1; 2ª JO 1).

Teologia Pastoral 1.2

TEOLOGIA PASTORAL

2º) O MINISTÉRIO CONFORME O NOVO TESTAMENTO

O N.T. dá ênfase ao ministério em virtude de sua importância na expansão, edificação e aperfeiçoamento da Igreja de Cristo, Ef 4.15,16; Rm 12.4,5.
1- O CONTEÚDO DO MINISTÉRIO: neste conteúdo esta aquilo que é de competência divina e o que é de responsabilidade do ministro chamado.
A- VOCAÇÃO: o ministério não é uma profissão e os ministros não são profissionais empregados, fruto de uma decisão humana, nem são como os sacerdotes separados por herança familiar. São pessoas vocacionadas por Deus com um propósito, 2Co 4.6,7. Por tanto o ministro não deve questionar sua chamada, mas aceita-la como um privilegio. Não havendo uma chamada não haverá ministério.
B- CAPACITAÇÃO: essa capacidade não é aquela que vem como resultado da dedicação, da aplicação, que falaremos mais adiante. Aqui nos referimos ao que o senhor dá, Paulo sintetizou isto em 2Co 3.5,6 a capacidade que vem de cima. Sem isso nenhuma cultura será suficiente para atender as questões difíceis do ministério. Deus nos capacita assim como fez com os discípulos e com Moisés, Lc 9.1,2; Êx 4.1-12.
C- COMISSÃO: todos os cristãos recebem a responsabilidade de pregar o evangelho, mas o ministro recebe uma missão especifica, ele tem um trabalho a fazer. Não se pode aceitar um obreiro que anda de um lado para o outro sem definir seu ministério, Rm 1.1; 1Co 1.1.
D- AUTORIDADE: Deus delega poder aqueles que são chamados para executar a sua missão. Paulo reivindica sua autoridade para repreender os faltosos e presunçosos da igreja de Corinto, 2Co 13.10. o grande segredo da autoridade está em usar com temor e reverencia o poder do nome de Jesus, At 3,6; 4.10; 9.34; 16.18; Ef 6.12; Lc 24.47.

2- O OBJETIVO DO MINISTÉRIO

A principal tarefa do ministério neotestamentário é a comunicação da palavra de Deus. Os doze apóstolos foram chamados para pregar o evangelho, Mc 3.14; Lc 9.2; At 10.42. A grande comissão é uma ordem expressa para todos em qualquer tempo em qualquer lugar. A comunicação da palavra de Deus se realiza de três maneiras: Mt 4.23; 9 35; Lc 4. 17-19. Jesus praticou e seus discípulos o seguiram, At 5.12, 42; 6.2,4; 15.35. Pregação ensino e milagres.
A- A PREGAÇÃO: A pregação tem o dever de anunciar a palavra de Deus na pessoa de Cristo como o único salvador, que para a salvação dos homens há um preço que só Ele poderia ter pagado. A pregação tem a intenção de alcançar as emoções das pessoas levando-as aos pés de Cristo. Ainda na pregação se pode dar testemunho da grandeza do poder de Deus em efetuar curas e livramentos, contanto que o testemunho obedeça a seus objetivos: glorificar a Deus, relatar um fato e edificar a Fe dos que o ouvem.
B- O ENSINO: O ensino é diferente da pregação, ele visa alcançar a mente da pessoa fazendo-a raciocinar. Enquanto a pregação é como falar pela radio, uns ouvem outros não, o ensino é como telefonar, é um contato direto e pessoal que se espera uma resposta. Jesus ocupou a maior parte do seu ministério em ensinar e a Igreja primitiva fez o mesmo, At 1.1; 28.31.
C- OPERAÇÃO DE MILAGRES: Os milagres aliviam as dores, opressões e angustias dos necessitados, como também revela o poder de Deus, e acima de tudo confirma a palavra de Deus e o ministério dos servos de Deus, Mc 16.20.

3- TIPOS DE MINISTÉRIOS

Os dons estão revelados em três dimensões nas Escrituras, com o objetivo de atender todas as necessidades da Igreja e envolver todos os membros do corpo de Cristo.
- Dons de serviço cristão, ( RM 12.4-8) esses dons edificam o cristão como indivíduo, eles atuam a favor do crente como membro individual do corpo de Cristo.
- Dons de manifestação do Espírito Santo, ( 1ª CO 12. 7-11). Esses dons edificam a Igreja como corpo, ( 1ª CO 14.12). são dons exercidos na congregação parta a edificação de todos.
- Dons ministeriais, ( EF 4.11,12 ), são dons em forma de homens que Deus dá à Igreja para seu aperfeiçoamento
A- APÓSTOLOS: ( MT 10.2; LC 6.12,13). Apóstolo literalmente enviado.
- Há três tipos de Apóstolos:
- O Apóstolo enviado pelo Pai, Jesus, ( HB 3.1; JO 17.3).
- Os Apóstolos enviados por Jesus, os doze, ( LC 6.12,13).
- Os Apóstolos enviados pelo Espírito Santo, ( AT 13.1,2).
- Deus disse: Profetas e Apóstolos lhes enviarei, ( LC 11.49).
- O termo Apostellõ = enviar com propósito particular. Lucas menciona o termo Apóstolos depois de os discípulos regressarem de sua missão com êxito, ( LC 9.10; 17.5; 22.14; 24.10).
- Paulo faz diferença entre os doze e os demais Apóstolos, ( GL 1.19; 2.9), Tiago irmão do Senhor, que antes nem era discípulo, ( JO 7.5).
- Os demais Apóstolos, ( 1ª CO 9.1-6).
- Silas e Timóteo, ( 1ª TS 2.6).
- Andrônico e Júnia, ( RM 16.7).
- Os doze dão o estabelecimento inicial da Igreja, e aparecem como o fundamento em Apocalipse, ( 21.14).
- Mesmo quando estavam os doze com o Senhor, Ele enviou os setenta dando a entender que haveria um sistema mais abrangente em relação ao mundo da missão Apostólica, (MT 10; LC 10).

quarta-feira, 17 de abril de 2019

teologia pastoral 7 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

teologia pastoral

7 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

5º) PERIGOS NO CAMINHO DE UM MINISTRO DE DEUS:

Não são poucos os perigos no caminho de um ministro de Deus. Em virtude da elevada posição e da importância de seu trabalho, constantemente ele esta sendo assediado pelo inimigo e seus agentes. Os escândalos tem trazido muitos prejuízos a obra de Deus, tanto para os que estão dento da igreja como os que estão fora, por isso a recomendação bíblica é muito bem vinda, 1Tm 4.16ª.
1- A ACOMODAÇÃO: 1Tm 4.14: Obreiro acomodados, sem criatividade, com a mesma mensagem de sempre, sem crescimento e apáticos, necessitam ser tocados pela palavra de Deus. O Apóstolo Paulo prefigurou o obreiro como soldado e atleta, 2Tm 2. 3-5; 1Co 9. 25-27, tanto um como o outro se destacam pela constante atividade, iniciativas, espírito de conquista e perseverança na perseguição de um alvo. O remédio para este mal esta em 1Tm 4.6-16.
2- O PROFISSIONALISMO: É profissionalismo quando o individuo faz o que faz constrangido pelo fato de ser pago. Se você pensar que é pago para fazer a obra de Deus, está redondamente enganado e não conhece o valor da tua vocação. O trabalho que você faz para Deus em conseqüência do dom recebido, não tem dinheiro que pague só o Senhor sabe o valor para te recompensar. Agora, tem aquele que fazem sem nenhum sentimento, sem coração, sem alma, eles não têm prazer no que fazem, não vibram com o que fazem. E ainda tem aquele que fazem exclusivamente por dinheiro, se a oferta não for boa eles não pregam, não cantam, eles fizeram do ministério um negócio.
3- AS TENTAÇÕES: são muitas as tentações a que está exposto um ministro de Deus. Alguns pensam do ministro como um super herói, essa mensagem é falsa, é um homem que pode sofrer as mesmas coisas que outras pessoas, está mais exposto ainda pela influencia de sua autoridade, portanto é necessário vigiar sem cessar, por que o inimigo não dorme. Lembremo-nos de Davi que matou um leão, um urso, um gigante, venceu um rei endemoninhado, mas caiu diante de uma mulher. O leão morreu, o urso morreu, o gigante morreu, o rei morreu, mas, o espírito de demônio não morreu e não morre, vigia.
A- O SEXO OPOSTO: As causas deste tipo de tentação são:
- Descuidar na autodisciplina.
- Mau relacionamento com a esposa.
- Deixar-se envolver em conversas de longo tempo com confidencias a sós.
- Permitir estabelecer pensamentos impuros a respeito.
- Qual o remédio: foge, 1Co 6.18-20; 2Tm 2.22, e cuida para não deixar a capa.
B- O DINHEIRO: Causas desse tipo de tentação:
- Sentir inveja dos que fora ou dento do ministério prosperam.
- Pensar em voltar a alguma atividade “lucrativa” sem importar com as conseqüências.
- Achar que por ser pastor não precisa contribuir, torna-se usuário da igreja.
- Discriminar os ricos da igreja se for pobre, e vice versa.
- Administrar mal os recursos da igreja pensando que pode dispor deles como quer
- O remédio está no Salmo 73.
C- A FAMA: A inveja de ministérios famosos e o desejo pela fama têm feito que alguns obreiros adotem critérios nada éticos para conseguir os seus objetivos. Tem feito também que alguns ministros se apoderem do púlpito de suas igrejas onde ninguém tem mais nenhuma oportunidade de fazer coisa alguma, eles se consagram como o único ministro capaz de exercer a autoridade naquele espaço. Esse tipo de comportamento quando se expande ele cria o que se chama de clericalismo, isto é, um grupo que se separa da igreja ao qual a igreja não tem acesso. Cria-se também um sacerdotalismo, isto é, onde o ministério é visto como uma aquisição por herança. Estes males têm sido visto no Brasil em algumas denominações onde o sistema é centralizado em uma única pessoa, que não é Cristo obviamente, e não há delegação de poderes, por que o objetivo é a divulgação de um nome, o do chefe. Qual o remédio para isto? A resposta é seguir o exemplo da igreja primitiva e o ensino da palavra de Deus, que não há individualismo, mas cooperação, como membros de um corpo, 1Co 12.12-31, há admiração e respeito e nunca inveja, e só há uma pessoa que merece a honra e a glória.
6º) A ÉTICA MINISTRIAL: A ética ministerial do ponto de vista da teologia pastoral aborda algumas questões relativas a apresentação pessoal do ministro, tratamento com os companheiros de ministério e sua apresentação em reuniões sociais e públicas.
1- SUA APRESENTAÇAO PESSOAL: Nesta área há duas abordagens. A primeira tem a ver com a indumentária do ministro. O traje tem que ser adequado, no Antigo Testamento os sacerdotes tinham roupas especiais para ministrar, Lv 8. 7-13. A segunda tem a ver com a expressão do ministro, 1Tm 4.12. A tonalidade da voz, vocabulário, tipo de conversação, gestos e cumprimento dos compromissos. Não pode haver no ministro nenhuma coisa que o desabone,
2- TRATAMENTO COM OS COMPANHEIROS: A ética exige de cada um de nós um tratamento digno e honroso de uns para com os outros. Temos consciência que pertencemos a um grupo de pessoas vocacionadas por Deus para o trabalho. Esse grupo de pessoas é atacado por muitos dardos esternos, se faz necessário que haja ajuda mutua proteção, que um seja para o outro como um escudo. Quando não atuamos dessa forma, fragilizamos o grupo, quando denegrimos um membro, afetamos o todo. Quando temos consciência dessa ética lutamos pelo aprimoramento e bem estar do corpo a que pertencemos. Não aceitamos que alguém se corrompa e também não matamos quem está ferido. Somos os levitas que protegem o tabernaculo de Deus.
3- APRESENTAÇÕES PÚBLICAS: O ministro é uma pessoa pública e para tanto deve conhecer algumas coisas de etiqueta como elementos básicos:
- As formas no cumprimento.
- As formas de apresentação.
- A arte de conversar.
- Evitar viços e cacoetes.
- Cuidado com os trocadilhos.
- O bom procedimento a mesa

teologia pastoral 6 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

teologia pastoral

6 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

1- FIDELIDADE: lealdade, firmeza, exatidão, (1ª CO 4.1,2; HB 3.5; NU 12.7; MT 24.45-47). Fiel, que cumpre aquilo a que se obriga.
Fidelidade é a virtude nomeada pelo Senhor para aprovar um servo, (MT. 25.23).
A- Fidelidade na administração das coisas espirituais:
- Na apresentação da palavra de Deus, (1 PD 4.11 ).
- Imparcialidade na apresentação da doutrina, (TI. 2.1).
- No esforço de produzir para o reino de Deus, ( MT. 25.26,27).
B- Fidelidade na administração financeira, ( 2 RS 22.5-7; DN 6.4,5).
C- Fidelidade nos negócios particulares, ( 1 Tm 3.7), bom testemunho dos que estão de fora; bom ministro de Cristo, ( 1 TM 4.6 ), exemplo de conduta, ( 1 TM 4.12).
2- OBEDIÊNCIA, ( 1 SM 15.22; HB 5.8; 11.8 ). Vale mais do que sacrifício. Obediência é corresponder exatamente com a vontade do Senhor naquilo que se deve fazer, quando ordenado pelo Senhor através de um ministro superior. Nós nem sempre estamos dispostos a fazer a vontade de Deus, somos como os da parábola dos dois filhos, ( MT 21.28-31) apresentamos uma obediência condicional.
3- PRUDÊNCIA, virtude que leva o homem a conhecer e a praticar o que lhe convém, tino, moderação, ( JS 1.7-9; PV 14.15; OS 14.9; EF 5.15). Qualidade de quem age com cautela, com sensatez. Davi se conduzia prudentemente diante da situação de ameaças que ele vivia com Saul. O perigo é uma situação na qual nós aprendemos a prudência, pois aquilo que coloca nossas vidas em dificuldades nos leva a ser mais cautelosos.
4- EFICIÊNCIA, ação, força, virtude de produzir um efeito, eficaz, que produz efeitos, ( RM 12.11; AT 20.18-21, 26,27). Capacidade de produzir efeitos positivos, tanto na obra de Deus, como na vida das pessoas. Senão houver eficiência em nosso trabalho, as pessoas não vão acreditar em nós. Quando somos eficientes, nós mesmos acreditamos mais em nós mesmos, e isso é de fundamental importância, de que eu acredite em mim mesmo. É a maneira mais fácil de eu saber que estou sendo aprovado.
5- DILIGÊNCIA, ( PV 10.4; 12.24,27; 22.29; LC 15.8 ). Cuidado intenso, presteza, providência. Essa palavra tem três sentidos em caráter progressivo. O cuidado intenso tem a ver coma minha vida, que é a base moral do ministério cristão, a presteza, tem a ver com a disposição para realizar o trabalho, a prontidão, e a providência, tem a ver com os recursos, com a preparação dos recursos para se fazer as coisas. Uma pessoa diligente, não será apanhada de surpresa quando for solicitada para executar alguma coisa.
6- VIGILÂNCIA, vigiar, estar atento, observar atentamente, ( MC 13.33-37: LC 12.37; 1 PD 5.8). Estar atento, cuidadoso, precavido, ficar de sentinela. Essa virtude se relaciona com a atividade de não se permitir ser surpreendido pelo maligno, pois estamos numa batalha espiritual.
7- INTEGRIDADE, íntegro, completo, perfeito, reto, ( 1 TS 2.10,11; 1 TM 3.2; TT 1.7). Honesto, inteiro em seu caráter. Estas qualidades para a vida de um ministro são indispensáveis, por que seu ministério se baseia na sua qualidade moral. A base da atividade pública de um homem é a sua moral.
8- HONESTIDADE, ( RM 13.13; 1 PD 2.12). Digno, honrado, integro, decente, puro, virtuoso, conveniente, decoroso, agradável, conforme a honra. Essas virtudes compõem o caráter de um ministro de Cristo, que são por sua vez, os valores que determinam o seu comportamento. Só poderá haver um bom testemunho se houver tais virtudes.
9- MODERAÇÃO, ( 2 TM 1.7). Virtude que leva a evitar excessos. Moderação é o equilíbrio que te mantém na medida para não ser demais. Por falta desta virtude, alguns não conseguem se manter no posto a que são destinados. Este foi o pecado de Saul, que foi além do que lhe era destinado a fazer. Também foi o pecado de Sansão que ia além do permitido, até que perdeu o poder que possuía. Alguns exageram no poder que tem, vão além, e alguns há que exageram no sentido contrário, abdicam do poder que tem, em detrimento de si mesmos e da obra de Deus.
10- GOVERNO, ( 1 TM 3.4,5, 7). Capacidade de condução, tanto de si próprio, de sua casa, como também da Igreja de Deus. Governo é um Dom espiritual, ( 1ª CO 12.28) esse é o Dom que os lideres tem que Ter, ( RM 12.8) para presidir a obra de Deus. O termo grego traduzido para governo é Kubernesis, literalmente significa administração, direção, por um piloto, administração pastoral. O sentido dessa palavra é pilotar. Refere-se aquele que dirige um navio por meio do molinete. A figura de um piloto que pilota uma nave, e sua responsabilidade com tudo o que transporta, representa com inteireza as responsabilidades de um líder na obra de Deus.
11- CAPACIDADE, ( 1 TM 3.2; 4.15,16). Apto para ensinar. Aptidão, capacidade nata ou adquirida, capacidade, habilidade, idoneidade. A aptidão não está vinculada à questão moral somente, existem pessoas moralmente corretas, que não são capazes de desempenhar nenhuma atividade quanto à instrução de alguém, é necessário também que haja instrução, aperfeiçoamento, habilitação, conhecimento e sabedoria. Obviamente que a questão moral é indispensável, pois isso dará crédito ao ensino e a pregação, mas a capacidade de interpretação e a capacidade de transmissão desse conhecimento definem a palavra capacidade. Todas as empresas do mundo moderno investem na capacitação de seus funcionários, para a aquisição do melhor produto, a Igreja, não pode ficar para trás.

4º) DEFINIDO AS PRIORIDADES:

Uma das armas mais eficazes que satanás tem usado contra a igreja de Cristo é desviar os ministros de suas reais prioridades, envolvendo-os em coisas secundarias, ou invertendo a ordem das prioridades. Há pelo menos duas áreas de prioridades que precisam ser bem definidas, as pessoais e as ministeriais.
1-PRIORIDADES
Esta área tem pelo menos três coisas a serem consideradas, a vida com Deus, com a esposa e com a família.
A- O MINISTRO E SUA VIDA COM DEUS: A primeira tentativa de desviar os Apóstolos de sua real prioridade aconteceu na igreja primitiva, At 6.1-7, a necessidade era justa, mas outras pessoas podiam fazer aquele trabalho. Ao responder que eles ficariam na consagração e no ministério da palavra, eles focalizaram as duas áreas primordiais, a pessoal e a ministerial. Fazendo isto eles seguiram o exemplo da Jesus que tirava tempo para o pai e depois para o ministério, Mc 1.35; 6. 46,47; Lc 5.15,16; 6.12; 9. 28,29; Mt 14.23.
B- O MINISTRO E SUA VIDA COM A ESPOSA: A esposa é a pessoa que compartilha todas as coisas com o esposo o ministro de Deus, ela conhece suas alegrias, tristezas, intenções, projetos, e suas necessidades. Paulo escreve em efésios que o marido deve amar sua esposa, 5.29-31. Na verdade os maiores desastres acontecem pelo fato de alguns há que tenham um amor platônico, nada pratico, não tiram tempo para a esposa, e quando se dão conta as coisas já passaram dos limites.
C- O MINISTRO E SUA VIDA FAMILIAR: A terceira prioridade do ministro é sua vida familiar, que envolve esposa e filhos. O Apóstolo Paulo diz que o bispo deve governar bem sua casa, criando os filhos sob disciplina, 1Tm 3.4. É indispensável que o pastor não se esqueça de seus deveres para com sua família: Para com a sua esposa: respeitá-la 1Pd 3.7; amá-la, Ef 5.25; Cl 3.19; ser-lhe fiel He 13.4; Ml 2.14,15. Para com os filhos: Amá-los Tt 2.4; levá-los a Cristo Mt 18.1-14; ensiná-los Dt 4.9; Pv 22.6; não provocá-los, Ef 6.4; Cl 3.21; prover para eles 2Co 12.14; 1Tm 5.8; corrigi-los Pv 13.24; 19.18; Hb 12.7.
2- PRIORIDADES DO MINISTÉRIO:
Dentre as prioridades do ministério, a primordial para o ministro é aquela que a palavra de Deus determina a ministração da palavra para aperfeiçoar os santos, Ef 4. 11-16. A situação é tão grave em algumas igrejas, que o pastor é tido como conselheiro, administrador, assistente social, capataz etc. ele não é conhecido como o homem da palavra, o que é lamentável, pois não há para o ministro uma designação mais honrosa do que esta, a de ser o ministro da palavra de Deus. Quero que você entenda, não estou dizendo que o ministro não pode fazer outras coisas, inclusive, as que citei, mas estou me referindo a prioridades. Com o ministério da palavra o ministro faz com que outras pessoas desempenhem seus ministérios auxiliares, há inúmeros dons, 1Co 12.1-11; Rm 12. 4-8, que as pessoas necessitam de capacitação para exercê-los e fazer conforme a palavra de Deus, 1Pd 4.10,11. Quando o ministro exerce a prioridade de seu ministério, a palavra, ele aperfeiçoa santos que por sua vez exercem dons que edificam a igreja. Ela cresce saudável e solida.

segunda-feira, 11 de março de 2019

teologia pastoral 5

teologia pastoral

5 - NOMENCLATURAS DADAS AO MINISTRO:

Em virtude da amplitude do ministério e sua importância no Novo Testamento, muitas designações são dadas aos ministros. Essas designações também nos proporcionam conhecer a extensão da atividade ministerial.

A- ANJO DA IGREJA: Ap 1.20; 2.1, o pastor da igreja é chamada de anjo da igreja. Considerando que a palavra anjo no grego significa mensageiro, entende-se que o pastor da igreja é o mensageiro de Deus pelo Espírito Santo para transmitir a mensagem de Deus que edifica conforta e dirige a igreja.

B- DEFENSOR DA FÉ: FL 1.7,16, 17, o ministro não é um mercenário ou explorador da fé nem tampouco um covarde, mas um defensor do evangelho. Pregando, e ensinando com o seu viver exemplar, do púlpito ele defende o evangelho dos ataques dos inimigos de Deus e da sã doutrina.

C- DESPENSEIRO: 1Co 4.1, o despenseiro é o encarregado da despensa. É o mesmo que um almoxarife, aquele que cuida dos bens ou valores de alguém. No Novo Testamento, o ministro é designado como: Primeiro: despenseiro dos mistérios de Deus, 1Co 4.1 através da pregação e do ensino ele abre as portas dos mistérios da palavra aos homens. Segundo: despenseiro da casa de Deus, Tt 1.7, o ministro deve distribuir no devido tempo o sustento aqueles a quem Deus lhe confiou, Lc 12.42-48; Mt 24.45-51 é um grande privilegio, mas também uma grande responsabilidade. Terceiro: despenseiro da graça de Deus, 1Pd 4.10, a graça de Deus se manifestou, e traz com ele muitas coisas boas para a vida do homem, e ministro é o porta voz de Deus para estas realizações, e é despenseiro da graça não da lei.

D- EMBAIXADOR: 2Co 5.20, embaixador é um cargo de elevadíssima responsabilidade, e que exige grande preparo, pois é um representante de um governo ou de um rei em outro país. É necessário que o embaixador conheça bem aquele a quem ele representa, e também suas intenções de governo. Pois ao embaixador lhe resta uma única coisa, fazer a vontade daquele a quem ele representa. Você como ministro é representante do Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo.

E- ESTRELA: Ap 1.20, estrelas na mão do Senhor, e as igrejas são consideradas castiçais, enquanto o pastor bilhar na igreja por estar na mão do Senhor, a igreja será sem duvida um castiçal, a luz do mundo.
F- COOPERADOR: 1. Co 3.9, cooperador é aquele que trabalha ao lado do operador. Deus é o operador, ele opera a salvação, os milagres, o crescimento, Jo 1.3-5, 12,13; 3.5; At 3.16; 1Co 3.7. e sem ele se faz. O ministro é chamado e colocado ao lado do Senhor para ser o instrumento que ele usa no devido tempo.

G- HOMEM DE DEUS: 1Tm 6.11, este titulo fala mais do testemunho pessoal do ministro. Ele deve ser reconhecido na comunidade onde serve como um homem de Deus. Na antiga aliança muitos alcançaram essa nomenclatura. Moisés (JS 14:6); Davi (2 CR 8:14); Samuel (1 SM 9:6); Elias ( 1 Reis 17:24); Eliseu (2 Reis 4:8); Mais três homens são citados sem seus nomes: 1 SM 2:27; 2 CR 25:7; 1 Reis 13:1. Nós.

H- MINISTRO: 1Co 4.1, “DIAKONOS” Este termo representa todo o tipo de serviço secular e religioso, (LC. 12.37; 17.8; JO 12.2) estes textos se referem à atividade de servir as mesas. Em Atos 6.1-6, os sete nomes referidos pelos irmãos para o serviço de servir as mesas, eles não foram separados para o diaconato, porém, o serviço era de diácono.

- Os Apóstolos eram “DIAKONOI ” MINISTROS, (1ª CO 3.5; 1ª TM 1.12).
- A atividade dos Magistrados civis se definia com esse termo, (RM. 13.4).
- O trabalho dos anjos é definido com esse termo, (HB. 1.14).
- Jesus é tido como ministro, diácono, servo, (RM. 15.8; LC 22.27).
- Em suma, isto se refere ao fato de que, o ministro trabalha em todos os serviços que sejam necessários na obra de Deus.

ESSE TERMO TAMBEM SE USA PARA IDENTIFICAR:

- O trabalho cristão de forma geral, como o discipulado, (JO. 12.26).
- Todo o tipo de ministração de ordem espiritual, ( AT. 21.19; 1. CO 16.15; EF 4.12; CL 4.17; 1ª TM 1.12).
- A pregação e o ensino cristão, ( AT 6.4).
- Os dons espirituais são meios pelos quais se manifestam os ministérios cristãos, (RM. 12.7; 1ª CO 12.5).
- O beneficio aos necessitados, (AT. 6.1).
- A contribuição aos pobres, (2ª CO 8.4).
- Os serviços pessoais, (EF. 6.21)
- Finalmente o oficio dos diáconos, (FL. 1.1; 1ª TM 3.8-10).
I- SERVO: Os apóstolos se denominavam servos de Deus e de Cristo, Rm1. 1; Fl 1.1; Tt 1.1; Paulo nos seus escritos deixa transparecer que este era o titulo que mais o honrava. O ministro tem prazer em servir ao seu Senhor, tal como um servo da orelha furada, Êx 21.5,6; Sl 40. 6-8. Começamos no nosso texto como anjos e chagamos a servos. Na verdade os anjos são servos de Deus em outra dimensão, porem a nós é dado uma tarefa que os anjos não são capazes de fazer, anunciar a salvação.
3º) AS QUALIDADES INDISPENSÁVEIS DE UM MINISTRO: Os termos que Deus utiliza para se referir a essa função são humildes: Servo, trabalhador, obreiro, empregado, lavrador, pescador, pastor de ovelhas, mordomo, despenseiro etc. Deus escolheu estes termos humildes para identificar o trabalho mais importante do mundo. Assim como o trabalho é o mais importante, os homens que o fazem também devem ter as qualidades mais importantes em seu caráter. O sucesso de um profissional ate certo ponto independe das qualidades de seu caráter. O arquiteto, o medico, o dentista dificilmente seu caráter vai definir seu êxito ou não.
Porem não é assim com o ministro de Deus. O êxito no ministério esta ligado diretamente a sua moral e santidade, a qualidade de vida em termos morais. O ministro lidera pessoas e é necessário que as pessoas confiem nele inteiramente. Os escândalos provocados no reino de Deus criaram uma crise de credibilidade onde todos são postos em cheque. Por ser necessárias, santidade, transparência, piedade, sinceridade e veracidade, a Bíblia apresenta qualificações espirituais essenciais ao ministro.
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