Assim diz o Senhor:

A ti, pois, ó filho do homem, eu te constituí por Atalaia sobre a casa de Israel;
portanto ouve da minha boca a palavra, e da minha parte dá-lhes aviso.

segunda-feira, 11 de março de 2019

teologia pastoral 5

teologia pastoral

5 - NOMENCLATURAS DADAS AO MINISTRO:

Em virtude da amplitude do ministério e sua importância no Novo Testamento, muitas designações são dadas aos ministros. Essas designações também nos proporcionam conhecer a extensão da atividade ministerial.

A- ANJO DA IGREJA: Ap 1.20; 2.1, o pastor da igreja é chamada de anjo da igreja. Considerando que a palavra anjo no grego significa mensageiro, entende-se que o pastor da igreja é o mensageiro de Deus pelo Espírito Santo para transmitir a mensagem de Deus que edifica conforta e dirige a igreja.

B- DEFENSOR DA FÉ: FL 1.7,16, 17, o ministro não é um mercenário ou explorador da fé nem tampouco um covarde, mas um defensor do evangelho. Pregando, e ensinando com o seu viver exemplar, do púlpito ele defende o evangelho dos ataques dos inimigos de Deus e da sã doutrina.

C- DESPENSEIRO: 1Co 4.1, o despenseiro é o encarregado da despensa. É o mesmo que um almoxarife, aquele que cuida dos bens ou valores de alguém. No Novo Testamento, o ministro é designado como: Primeiro: despenseiro dos mistérios de Deus, 1Co 4.1 através da pregação e do ensino ele abre as portas dos mistérios da palavra aos homens. Segundo: despenseiro da casa de Deus, Tt 1.7, o ministro deve distribuir no devido tempo o sustento aqueles a quem Deus lhe confiou, Lc 12.42-48; Mt 24.45-51 é um grande privilegio, mas também uma grande responsabilidade. Terceiro: despenseiro da graça de Deus, 1Pd 4.10, a graça de Deus se manifestou, e traz com ele muitas coisas boas para a vida do homem, e ministro é o porta voz de Deus para estas realizações, e é despenseiro da graça não da lei.

D- EMBAIXADOR: 2Co 5.20, embaixador é um cargo de elevadíssima responsabilidade, e que exige grande preparo, pois é um representante de um governo ou de um rei em outro país. É necessário que o embaixador conheça bem aquele a quem ele representa, e também suas intenções de governo. Pois ao embaixador lhe resta uma única coisa, fazer a vontade daquele a quem ele representa. Você como ministro é representante do Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo.

E- ESTRELA: Ap 1.20, estrelas na mão do Senhor, e as igrejas são consideradas castiçais, enquanto o pastor bilhar na igreja por estar na mão do Senhor, a igreja será sem duvida um castiçal, a luz do mundo.
F- COOPERADOR: 1. Co 3.9, cooperador é aquele que trabalha ao lado do operador. Deus é o operador, ele opera a salvação, os milagres, o crescimento, Jo 1.3-5, 12,13; 3.5; At 3.16; 1Co 3.7. e sem ele se faz. O ministro é chamado e colocado ao lado do Senhor para ser o instrumento que ele usa no devido tempo.

G- HOMEM DE DEUS: 1Tm 6.11, este titulo fala mais do testemunho pessoal do ministro. Ele deve ser reconhecido na comunidade onde serve como um homem de Deus. Na antiga aliança muitos alcançaram essa nomenclatura. Moisés (JS 14:6); Davi (2 CR 8:14); Samuel (1 SM 9:6); Elias ( 1 Reis 17:24); Eliseu (2 Reis 4:8); Mais três homens são citados sem seus nomes: 1 SM 2:27; 2 CR 25:7; 1 Reis 13:1. Nós.

H- MINISTRO: 1Co 4.1, “DIAKONOS” Este termo representa todo o tipo de serviço secular e religioso, (LC. 12.37; 17.8; JO 12.2) estes textos se referem à atividade de servir as mesas. Em Atos 6.1-6, os sete nomes referidos pelos irmãos para o serviço de servir as mesas, eles não foram separados para o diaconato, porém, o serviço era de diácono.

- Os Apóstolos eram “DIAKONOI ” MINISTROS, (1ª CO 3.5; 1ª TM 1.12).
- A atividade dos Magistrados civis se definia com esse termo, (RM. 13.4).
- O trabalho dos anjos é definido com esse termo, (HB. 1.14).
- Jesus é tido como ministro, diácono, servo, (RM. 15.8; LC 22.27).
- Em suma, isto se refere ao fato de que, o ministro trabalha em todos os serviços que sejam necessários na obra de Deus.

ESSE TERMO TAMBEM SE USA PARA IDENTIFICAR:

- O trabalho cristão de forma geral, como o discipulado, (JO. 12.26).
- Todo o tipo de ministração de ordem espiritual, ( AT. 21.19; 1. CO 16.15; EF 4.12; CL 4.17; 1ª TM 1.12).
- A pregação e o ensino cristão, ( AT 6.4).
- Os dons espirituais são meios pelos quais se manifestam os ministérios cristãos, (RM. 12.7; 1ª CO 12.5).
- O beneficio aos necessitados, (AT. 6.1).
- A contribuição aos pobres, (2ª CO 8.4).
- Os serviços pessoais, (EF. 6.21)
- Finalmente o oficio dos diáconos, (FL. 1.1; 1ª TM 3.8-10).
I- SERVO: Os apóstolos se denominavam servos de Deus e de Cristo, Rm1. 1; Fl 1.1; Tt 1.1; Paulo nos seus escritos deixa transparecer que este era o titulo que mais o honrava. O ministro tem prazer em servir ao seu Senhor, tal como um servo da orelha furada, Êx 21.5,6; Sl 40. 6-8. Começamos no nosso texto como anjos e chagamos a servos. Na verdade os anjos são servos de Deus em outra dimensão, porem a nós é dado uma tarefa que os anjos não são capazes de fazer, anunciar a salvação.
3º) AS QUALIDADES INDISPENSÁVEIS DE UM MINISTRO: Os termos que Deus utiliza para se referir a essa função são humildes: Servo, trabalhador, obreiro, empregado, lavrador, pescador, pastor de ovelhas, mordomo, despenseiro etc. Deus escolheu estes termos humildes para identificar o trabalho mais importante do mundo. Assim como o trabalho é o mais importante, os homens que o fazem também devem ter as qualidades mais importantes em seu caráter. O sucesso de um profissional ate certo ponto independe das qualidades de seu caráter. O arquiteto, o medico, o dentista dificilmente seu caráter vai definir seu êxito ou não.
Porem não é assim com o ministro de Deus. O êxito no ministério esta ligado diretamente a sua moral e santidade, a qualidade de vida em termos morais. O ministro lidera pessoas e é necessário que as pessoas confiem nele inteiramente. Os escândalos provocados no reino de Deus criaram uma crise de credibilidade onde todos são postos em cheque. Por ser necessárias, santidade, transparência, piedade, sinceridade e veracidade, a Bíblia apresenta qualificações espirituais essenciais ao ministro.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

ditados biblicos que nao esta na biblia

É comum observar em conversas entre cristãos, letras de música, e até mesmo em mensagens de pregações, os “ditados bíblicos” que não estão na Bíblia. Ainda que estas frases não sejam leais às Escrituras Sagradas, muitas delas são coerentes aos princípios bíblicos – se usadas corretamente.
Veja abaixo os dez versículos imaginários mais populares, conhecidos entre cristãos e não-cristãos:
1. “Vinde a mim como estás.”
Jesus faz o convite aos cansados, mas não com estas palavras. O correto é: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês”. (Mateus 11:28)
2. “O cair é do homem, mas o levantar é de Deus.”
Essa frase, que é muito conhecida, não está na Bíblia. O versículo que remete a este texto é: “Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal”. (Provérbios 24:16)
3. “Quem não vem pelo amor, vem pela dor.”
Embora a ideia seja verdadeira, este não é um versículo bíblico. Em muitas situações, o sofrimento se torna um instrumento  para conduzir o homem ao arrependimento.
4. “O dinheiro é a raiz de todos os males.”
A raiz de todos os males não é o dinheiro, mas sim o amor ao dinheiro. Veja: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (I Timóteo 6:10)
5. “Esforça-te, e eu te ajudarei.”
O termo “esforça-te” é, de fato, encontrado várias vezes na Bíblia, mas em nenhum momento está acompanhado de “e eu te ajudarei”. Veja exemplos: “Esforça-te, e faze a obra” (I Crônicas 28:10); “Esforça-te, e clama” (Gálatas 4:27).
6. “Eu venci o mundo, e vós vencereis.”
No texto correto da bíblia, não está escrito “e vós vencereis”. O correto é: “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. (João 16:33)
7. “Diga-me com quem tu andas, e eu te direi quem és.”
Embora o livro de Provérbios traga essa idéia, este versículo não existe. Veja: “O homem violento persuade o seu companheiro, e guia-o por caminho não bom”. (Provérbios 16:29)
8. “É dando que se recebe.”
Muitos mencionam esta frase, em confusão com o seguinte versículo: “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.” (Atos 20:35)
9. “Quem com ferro fere, com ferro será ferido.”
Na verdade, o que a Bíblia diz é: “… todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão”. (Mateus 26:52)
10. “Não cai uma folha da árvore sem que Deus queira.”
Está idéia é bíblica. Deus não só controla, mas determina todas as coisas. No entanto, este versículo não existe, podendo ser confundido com a idéia do seguinte: “… mas nem um só cabelo de vossa cabeça se perderá.” (Lucas 21:18)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Teologia pastoral

teologia pastoral

4 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

O TRABALHO DE UM EVANGELISTA:

O texto de II TM 4:5 não diz que ele (Timóteo), era um Evangelista, porém sim: “Faz a obra de um Evangelista”; é claro que Paulo reconhecia que havia esse dom em Timóteo, essa é a razão das seguintes recomendações:

- Deve se exercitar (I TM 4:14). O exercício ministerial desenvolve a habilidade para fazê-lo melhor. Esta é a regra (I TM 4:14-16);

- Deve evitar a negligência (I TM 4:14) um homem negligente não pode ser um bom ministro de Cristo. Se negligenciar a palavra não pode pregar a palavra de Deus, se negligenciar a oração não pode orar pelos enfermos, se negligenciar o amor, não pode ganhar almas para Cristo;

- Deve avivar o Dom de Deus (II TM 1:6). Avivar dá a ideia de fazer aparecer o fogo que está debaixo das cinzas. Somente uma mensagem avivada pode deixar resultados duradouros nos corações dos homens. O antônimo de avivado é covarde, medroso, pobre espiritual. Tomemos para nós esta advertência de |Paulo e sejamos valentes para manifestar todos os dons de Deus.

D- O DOM DE PASTOR:

Somente o título não é suficiente, é necessário o Dom espiritual e que seja evidenciado na prática por um ministério de êxito e uma conduta disciplinada (I TM 5:1-2) por causa da complexidade desta função.

A DUPLA FUNÇÃO DO PASTOR:

Em João 21:15-17, na conversação que Jesus teve com Pedro ele utilizou os termos para a dupla função de Pastor que são:

- Apascentar (vs. 15,17). O vocábulo significa “alimentar, dar comida”. A linguagem – é figurada e traduz o dever de doutrinar, ministrar conhecimento, dirigir ao bom caminho.

- B- Pastorear (v.16). Pastorear exige todas as qualidades para apascentar e ainda mias, buscar, alimentar, proteger dos tempos maus e animais ferozes (Amós 3:12; II SM 5:2), e ainda busca as débeis ovelhas (EZ 34:8; LC 15:1-7).

AS QUALIDADES DO PASTOR:

Como parte da função o Pastor tem os seguintes encargos:

- Doutrinar os crentes (I TM 3:2);

- Apascentar o rebanho de Deus (I PE 5:1-3);

- Exercer vigilância com amor (AT 20:28);

- Admoestar com amor (AT 20:31; II TM 4:2);

- Cuidar dos necessitados (GL 2:9-10);

- Visitar os enfermos (TG 5:14-15);

- Cumprir o papel de despenseiro (I CO 4:1-2).

E- MESTRES:

- Há quatro palavras hebraicas e duas palavras gregas envolvidas neste termo mestre, a saber:

A – BIN (fazer compreender): ilustra a verdade.

- Esse verbo ocorre por mais de uma centena de vezes no AT. Sempre ligados à idéia de compreensão, conhecimento, etc. De fato no hebraico, entendimento, sabedoria, corresponde a BINAH.

B – YARAH (direcionar, ensinar): dar direção.

- Esse verbo é sempre usado no sentido de ensinar. EX 4:12,15; LV 10:11.

C – LAMAD (ensinar)

- Palavra hebraica usada por 57 vezes com esse sentido. DT 4:1, 10; 5:31; 6:1.

D – SAKAL (fazer agir sabiamente): influenciar o comportamento.

- Usado várias vezes no sentido de ensinar. DN 1:17; 9:22.

E – DIDÁSKALOS (mestre, professor): que trabalha no ensino.

- Palavra grega usada cinqüenta e oito vezes no NT (MT 8:19; 9:11; TG 3:1). O substantivo, didaskalia (ensino) aparece por 21 vezes de Mateus 15:9 à Tito 2:10. E o verbo didasko (ensinar), é usado 70 vezes de Mateus a Apocalipse.

F – KATECHÉO (instruir): ensinar fazendo.

Verbo grego também usado no NT LC 1:4; GL 6:6.

O PROFESSOR NO NOVO TESTAMENTO:

No NT, o substantivo didáskolos é usado de maneira geral, para indicar qualquer tipo de professor, de assuntos religiosos ou não (MT 10:24; LC 6:40), que é termo grego equivalente ao termo hebraico RABI, que significa meu MESTRE (MT 8:19; 12:38; 19:16; 22:16, 36).
De todos os mestres que ali apareceram, nenhum é tão destacado como o Senhor Jesus, o Mestre por excelência. Nicodemos, que Jesus chamou de mestre em Israel, disse: Rabi, sabemos que és mestre vindo da parte de Deus (JO 3:2). Jesus foi o protótipo de uma série de mestres cristãos levantados por ele na igreja. Em 1 Coríntios 12:28 e Efésios 4:11, o apóstolo Paulo se refere ao ministério especial dos mestres, cuja finalidade era de instruir a verdade cristã aos crentes.
A comparação dos textos de Atos 13:1 com Romanos 12:7, 2 TM 1:11 e Tiago 3:1 mostramos que os mestres cristãos que exerciam seu Dom ministerial juntamente com os apóstolos, os profetas, os evangelistas e pastores (na verdade, os mestres eram sempre pastores, embora nem todos os pastores fossem sempre mestres). Na maioria das vezes ensinavam em congregações locais já estabelecidas.
Dentro do círculo apostólico, o grande mestre dos gentios foi o apóstolo Paulo. Ele mesmo testificou: para isto fui designado pregador e apóstolo, mestre dos gentios na fé e na verdade (1 TM 2:7). Tanto os apóstolos como os Pastores eram Mestres, e nenhum pastor pode ser verdadeiro pastor se não for apto para ensinar (1 TM 3:2, 11). Há alguém que sugere que os pastores e mestres seriam aspectos de uma mesma função. Não obstante não se pode provar isso; é óbvio que todo Pastor deve ser um mestre no ensino, pois boa parte do seu trabalho é ensinar.
Nenhum homem é apto para ser Pastor se não souber ensinar, e por sua vez o mestre precisa do conhecimento que a experiência pastoral confere. Esses homens dotados por Deus são guardiões do conhecimento, possuidores de habilidades naturais concedidas por Deus.
A tarefa dos mestres é a de transmitir conhecimento, inspirar aos crentes grandes verdades, e assim, através da instrução geral conferida à igreja, contribuir para levar os crentes mais perto do ideal da imagem de Cristo.

Teologia pastoral 3

teologia pastoral

3 - REQUISITOS PARA O APOSTOLADO

- Nos registros de Mateus e Lucas não podemos perceber os requisitos, porque foi uma escolha de Jesus depois de uma noite de oração, por certo o Espírito Santo deu a Ele a orientação dos nomes que deveriam ser escolhidos, como fez mais tarde com a igreja primitiva. Mas em Atos 1.15-26 nós começamos a ter revelados os requisitos para o apostolado.
- Por causa da traição de Judas, foi considerado necessário pelos apóstolos colocar outro para ocupar aquele ministério
- De Judas foi dito que ele teve sorte naquele ministério (v.17), sorte aqui é equivalente a privilégio, e Judas desprezou este privilégio recebendo a punição que lhe coube (v.18). Agora é necessário outro(v.21). Porque também estava profetizado que alguém ocuparia o seu lugar (v.20; Sl 109.8).
- Outro que ocuparia esse ministério tinha que: Ter tido convivência com Jesus e os apóstolos desde o batismo de João até o dia em que Jesus foi elevado ao céu.
- Tinha que ser testemunha da ressurreição do Senhor Jesus Cristo (v.21,22).
- Foram apresentados dois homens, José e Matias, todos os dois preenchiam os requisitos, mas só um fora escolhido, no caso Matias, que a sorte caiu sobre ele depois de terem orado ao Senhor (v.26). O fato de escolherem um só para completar o número dos doze deixa transparecer a ideia de que aquele apostolado primitivo (como fora os doze) fechou-se em si, sendo intransferível.
- Na verdade não encontramos uma sucessão apostólica, inclusive no livro de Apocalipse 21.14 encontraremos os nomes dos doze apóstolos nos fundamentos da nova Jerusalém, comprovando que o número doze encerrava em si um propósito.
- Depois temos o caso de Paulo, que ele mesmo chamou de abortivo (1CO 15.8), dando a entender que era uma coisa fora do tempo.
- O número doze dos apóstolos, também deixa transparecer a ideia de judeus, e que para evangelizar os gentios, Deus teve que se valer de Paulo, um apóstolo fora dos doze (AT 9.15; 13.2-4 46,47; GL 2.7,8; 2 TM 1.11).
B – PROFETAS:
No hebraico Nabhi= Profeta; no grego Prophetes= Aquele que fala antecipadamente e em lugar de outro. O ministério profético, tanto do Antigo como do Novo Testamento, foi modulado na pessoa e no ministério de Moisés, ( DT 18.15-19; 34.10).

- PROFETAS NO NOVO TESTAMENTO

Em Lucas 16:16 Jesus disse que “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o Reino de Deus...”
Isto não significa que o ofício profético como ministério não tenha continuidade, mas que, aquele que anunciava a vinda do Messias, teve seu cumprimento com o ministério de João Batista, e agora o Reino de Deus é anunciado. João foi chamado e comissionado a dizer ao povo que aquele que os profetas anunciaram chegou (MT 3:2-11; JO 1:29). João foi o homem que Deus utilizou para intermediar a vinda do Messias com o anuncio da vinda do Reino de Deus, como também foi o primeiro profeta do Novo Testamento. Jesus não só o chamou de profeta, mas muito mais do que profeta (MT 1:9), isto por causa do ministério de João Batista, que era preparar o caminho do Senhor, a vinda do Messias (LC 1:76-80).

- QUAL A DIFERENÇA ENTRE DOM DE PROFECIA (Dom Espiritual) DOM MINISTERIAL (Ministério Profético).

A diferença entre essas duas coisas é muito grande. É tal como, um adolescente de 15 anos, entregar uma mensagem profética na igreja, e um Pastor de setenta anos de idade, com 40 anos de ministério entregar uma mensagem de ensino bíblico para a igreja. Todas as duas coisas são de Deus, mas cada um é usado de acordo com a sua capacidade.
O adolescente que profetiza pode ser chamado de profeta ou que profetiza pelo Dom de profecia, mas nunca de ministro. Profetizar pelo Dom espiritual (Dom de profecia) a pessoa pode profetizar na hora da conversão se receber o batismo com o Espírito Santo (AT 19:6). Dom de profecia pode ser buscado (1 CO 14:1). O ministro é chamado (HB 5:4). Deus chama o homem capacita-o e o a dá à igreja. E isso não acontece de repente, há um preparo. Pelo Dom espiritual não, veja 12:28 de 1 Co o termo “e a uns pôs Deus na igreja”, uns significa que não são muitos, muito menos todos. Agora veja (EF 4:11). E Ele deu uns, “uns” para... e outros... “uns e outros”, diz que não são muitos. Agora volte e olhe o outro termo em 1 Coríntios 12:28 – “pôs” e em Efésios 4:11 –“deu”. Pôs na ou deu para. Esses termos singularizam e identifica uma atividade especial. Enquanto aquele é uma manifestação, esse daqui é um dote de capacidade. Aquele é de exercício esporádico (pode ser manifesto na vida de uma pessoa de uma única vez) esse aqui é da atividade constante.
O Dom espiritual edifica, exorta e consola 14:3 o Dom ministerial, faz tudo isso e ainda ensina (14:6, 31). O Dom espiritual depende do Dom ministerial, o ministro ensina o portador do Dom espiritual como proceder. É o caso de Paulo ensinando aos Coríntios.
O Dom espiritual recebe a mensagem de Deus e transmite à igreja, o Dom ministerial interpreta a palavra escrita como também os mistérios espirituais. No dom espiritual, Deus usa o elemento fonador do profeta, Deus da a mensagem pronta e o profeta fala, no Dom ministerial Deus usa a mente do profeta, para compreender mistérios, interpretar e transmitir o ensino. O Dom espiritual precisa de mensagem falada por Deus.
O Dom ministerial trabalha com uma mensagem que Deus já falou (a palavra escrita) além de receber mensagens e revelações da parte de Deus.
C- EVANGELISTA: Evangelista significa proclamador de boas novas, ou o que leva o evangelho.
- JESUS O EVANGELISTA: Jesus desenvolveu o ministério evangelístico com muita eficiência.
- Seu ministério foi predito (Isaías 61:1-3), (Lucas 4:18-19) Jesus foi o pregador de boas novas e do ano aceitável do Senhor. A pregação de Jesus consistia na libertação da alma pela Salvação, a libertação do corpo pela cura, como também a libertação do espírito na expulsão dos demônios (AT 10:38). Textos que falam da pregação de Jesus acompanhada de milagres (MT 9:35; MC 1:34-38).
- Poder de atração: O povo para pelo menos tocar nas suas vestes (MC 6:56). Vinha multidões em busca dele (MT 15:30-31). O povo vinha de todas as partes (MC 1:45). O povo vinha a Ele pela manhã (LC 21:38).
- A motivação do seu ministério: O amor e compaixão eram as virtudes que moviam a Jesus para pregar as multidões. Ele ia pelas cidades e aldeias pregando o Evangelho (LC 8:1). Falava a um durante a noite (JO 3:1-15). A outro falava junto ao poço (JO 4:5-30).

O DOM DE EVANGELISTA:

O termo evangelista se encontra três vezes na Bíblia: Filipe o Evangelista (AT 21:8). Ele deu uns para Evangelista (EF 4:11). Faze a obra de Um Evangelista (II TM 4:5). Obs. Um homem, um Dom, um trabalho de Evangelista.
* Filipe um Evangelista:
Filipe não foi ordenado ao ministério como se faz hoje. Sua promoção foi resultado da perseguição (AT 8:1-5), a isso se acrescentou o fervente amor que tinha pelas almas, o que levou a pregar em Samaria, logo ao Etíope e depois em Azoto (AT 8:30, 40).
- Com Filipe aprendemos duas coisas: Evangelista é movido pelo Espírito Santo. A vocação Divina o inspira (I CO 9:16); Evangelista ainda que seja usado por Deus para abrir trabalhos (novas igrejas), não tem por isto direito de se julgar independente do ministério. Os apóstolos foram comunicado do trabalho em Samaria (AT 8:14), foram enviados para a cidade de Samaria os Apóstolos Pedro e João para orar pelos irmãos e doutrinar a nova Igreja em Samaria.
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